Segundo dados do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde atualizados na segunda-feira (18), o Brasil bateu um novo recorde de casos de dengue desde o início da contagem da série histórica, em 2000. Conforme divulgado pelo G1, o país passou de 1,8 milhão de casos (prováveis e confirmados) nas primeiras 11 semanas de 2024, uma taxa nunca vista antes. 

O que você precisa saber: 

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  • O Brasil registrou 1.889.206 casos de dengue em 2024; 
  • Este é o maior número desde o início da série histórica, em 2000; 
  • O recorde anterior ocorreu em 2015, com 1.688.688, e o terceiro ano com maior número foi 2023, com 1.658.816 — isso significa que em apenas três meses este ano, o Brasil superou o número total de casos de dengue registrados em 2023; 
  • Para fins de comparação, no mesmo período do ano passado, o Brasil tinha 400.197 casos; 
  • Até o momento, 561 mortes foram confirmadas desde janeiro e 1.020 seguem em investigação — em 2023, foram 257 óbitos entre as semanas 01 e 11. 

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Vale lembrar que, recentemente, dados oficiais da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde mostraram que a cidade de São Paulo está prestes a atingir o índice epidêmico de dengue, conforme classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS).  

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Somente a capital já contabiliza 295 casos para cada 100 mil habitantes — para a OMS, taxas acima de 300 casos por 100 mil habitantes já indicam uma situação de epidemia.   

O governo do estado de São Paulo decretou estado de emergência ante ao surto de casos de dengue no dia 5 de março. Ao todo, 44 municípios paulistas estão na classificação.   

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Além de São Paulo, outros oito estados decretaram emergência devido à doença: Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amapá e Distrito Federal. 

Para ficar atento: entre os sintomas da dengue estão febre alta, dores musculares, dor de cabeça, náuseas e vômito, dor nos olhos e manchas vermelhas. Importante ressaltar que a doença também pode ser assintomática. O uso de repelentes pode ajudar da prevenção. 

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Ondas de calor e dengue 

Segundo estudo do pesquisador Christovam Barcellos, do Observatório de Clima e Saúde, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), as constantes ondas de calor causadas pelas mudanças climáticas associadas à urbanização incompleta e à grande circulação de pessoas em determinadas áreas têm forte influência na recente progressão da dengue no Brasil. 

O aumento também está associado a degradação ambiental, especialmente no Cerrado, que vem sofrendo com o desmatamento, queimadas e conversão de florestas em pasto. Na região, há cidades que já enfrentam as chamadas ilhas de calor, áreas de subúrbio ou periferias com péssimas condições de saneamento, o que dificulta combater o mosquito Aedes aegypti. Confira aqui pesquisa completa!