O eclipse solar total está acontecendo nesta segunda-feira (8). O evento astronômico mais esperado do ano será visto apenas na América do Norte e o Brasil não será contemplado. Mas para você não perder nenhum detalhe – o Olhar Digital está transmitindo tudo ao vivo.

Desde às 14h (pelo horário de Brasília), a live especial do Olhar Digital traz imagens do eclipse solar total contando ainda com a participação de convidados especiais para comentar o evento astronômico mais esperado do ano.

A apresentação é de Bruno Capozzi, nosso editor-executivo, Lucas Soares, editor de Ciência e Espaço, e do astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).

Eles estão acompanhados de Fabricio Pereira Colvero, servidor do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) em Santa maria (RS) e astrônomo amador há mais de 20 anos, desenvolvendo projetos sociais voltados à divulgação científica, com ênfase nas áreas de astronomia, sensoriamento remoto e meteorologia.

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Também participa da trasmissão Lindemberg Gonçalves Lima, astrônomo amador que atua há 15 anos como diretor da Cadeia Pública da cidade de Esperança, no interior da Paraíba. Durante a quarentena imposta pela pandemia de Covid-19, ele decidiu montar seu próprio telescópio, que serviu de inspiração para o projeto de ressocialização dos presos batizado de “Esperança no Espaço”.

Como assistir ao eclipse solar total?

A transmissão começa às 14h, em todas as plataformas do Olhar Digital – no site, no canal do YouTube e nas redes sociais FacebookInstagramTwitterLinkedIn e TikTok.

Leia mais

Entenda o evento

  • Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar;
  • Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total;
  • Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o eclipse solar híbrido (como o que aconteceu em abril do ano passado);
  • No dia 8 de abril deste ano a Lua cobre o Sol num Eclipse Solar Total que pode ser visto de várias regiões da América do Norte, possibilitando que milhões de pessoas observem o fenômeno, que resulta numa cobertura quase perfeita da estrela. Infelizmente, o evento não será visto do Brasil.
  • O fenômeno é o mesmo que foi registrado em 2017, mas há algumas diferenças.
Eclipse Solar Total de 2017, fotografado em Madras, Oregon (Crédito: NASA/Aubrey Gemignani)
Eclipse Solar Total de 2017, fotografado em Madras, Oregon (Crédito: NASA/Aubrey Gemignani)
  • No último evento do tipo, a Lua estava um pouco mais distante da Terra, assim a faixa onde o fenômeno pode ser observado em sua totalidade variava de 100 a 115 quilômetros de largura.
  • No que acontece nesta segunda-feira, essa faixa irá variar de 170 a 200 quilômetros.
  • O Eclipse Solar Total deste ano ocorre por cidades e áreas mais densamente povoadas, permitindo que 31,6 milhões de pessoas assistam o fenômeno, em comparação com as 12 milhões de 2017.
  • No eclipse de 2017, o período mais longo de sua totalidade aconteceu próximo a Carbondale, Illinois e durou de 2 minutos e 42 segundos.
  • Em 2024, ele é mais longo próximo a Torreón, no México, durando cerca de 4 minutos e 26 segundos.
  • Durações superiores a 4 minutos, no entanto, também acontecem até próximo da fronteira do Canadá, onde o eclipse dura 3 minutos e 21 segundos;
  • Outra diferença é que o ano de 2024 é mais próximo do máximo solar, quando a atividade da estrela é maior.
  • Assim, quando a Lua cobrir o Sol, é bem provável a visualização de serpentes de fogo na coroa estelar, diferente da aparência mais simples de 2017.