O Google considera cobrar pelo uso de alguns recursos de IA generativa adicionados ao seu mecanismo de busca. A empresa está estudando várias opções, incluindo incorporar pacotes de recursos baseados em inteligência artificial, como o Gemini no Gmail e Docs, em um sistema de assinatura.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Financial Times.
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O que muda no buscador do Google
- Se confirmado, será a primeira vez que o Google adiciona acesso pago em um dos seus principais serviços.
- O mecanismo de busca tradicional da empresa, o que a maioria das pessoas utiliza, continuaria gratuito.
- Mesmo quem optar pela assinatura premium continuará vendo anúncios nos resultados, acrescenta a reportagem do FT.
- Em declaração à Reuters, o Google reforçou que não trabalha e nem considera lançar “uma experiência de pesquisa sem anúncios”.
- “Continuaremos a construir novos recursos e serviços premium para aprimorar nossas ofertas de assinatura”, acrescentou a empresa.

Outros produtos do Google já oferecem mais armazenamento em nuvem ou acesso pago a versões mais avançadas do chatbot Gemini, por exemplo. Agora, tudo indica que a gigante da tecnologia está considerando adotar a mesma abordagem nas buscas. Resta saber qual será a reposta dos usuários caso a mudança seja confirmada.
O que diz a empresa
O FT informa ainda que nenhuma decisão final foi tomada sobre níveis e modelos de assinatura ou quais recursos de IA poderiam ser adicionados nos planos. O Google também não comentou nada oficialmente sobre a mudança.
Durante anos, reinventamos a Pesquisa para ajudar as pessoas a acessar informações da maneira que for mais natural para elas (…) Com nossos experimentos de IA generativa na Pesquisa, já atendemos bilhões de consultas e estamos vendo um crescimento positivo em todos os nossos principais mercados. Continuamos a melhorar rapidamente o produto para atender às novas necessidades dos usuários
Google, em comunicado enviado ao FT.
Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.