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Desde 2016 a Antartica está se comportando de uma forma estranha, o que tem preocupado os pesquisadores quanto ao futuro do nosso planeta. Com um maior desaparecimento do gelo a cada verão, os cientistas se perguntam se algum dia tudo voltará ao normal.
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Até então, o gelo marinho antártico atingia a mínima durante os verões no continente, e no inverno o máximo. No entanto, em 2016, a plataforma de gelo marinho atingiu seu mínimo recorde e quando se esperava que o gelo se recuperaria, durante seis meses ele continuou atingindo mínimos recordes. Em julho, quando deveria estar em seu máximo, faltava ao continente uma área de gelo maior que a Europa Ocidental.

Segundo o LiveScience, depois disso, durante dois verões na Antártica, o gelo continuou batendo recordes mínimos, como, o último em fevereiro de 2023, quando a plataforma de gelo marinho ficou com apenas 1,91 milhão de quilômetros quadrados. Em 2024, o mínimo também quase foi recorde no mesmo mês.
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Perde de gelo marinho na Antártica
A não recuperação da plataforma de gelo pode afetar o mundo todo, isso porque o gelo marinho desempenha diversos papeis, como um batimento cardíaco do oceano.
- Ele reflete parte da energia do Sol de volta para o espaço, no efeito albedo;
- Ele também ajuda a evitar que o gelo terrestre escorregue para o mar, derreta e aumente o nível do oceano;
- Além disso, as plataformas também servem como habitat para pinguins e krills, esses últimos ajudam a reter o carbono no fundo do oceano;
- Por fim, o gelo marinho também impulsiona a dinâmica de circulação das correntes oceânicas no mundo todo, originando cerca de 40% do oceano global.

Quando a queda drástica na Antártica aconteceu em 2016, pensou-se inicialmente que esse poderia ser um evento casual, mas agora, quase 8 depois, acredita-se que a tendência de perda de gelo continue. Uma das principais causas é o chamado feedback de albedo da superfície, onde a água derretida e mais escura retém mais radiação, aquecendo a região.
Ainda não se sabe se o declínio do gelo marinho antártico atingiu um ponto de inflexão irreversível, mas sabe-se que a perda poderá trazer ainda mais consequências se não for reduzida ou controlada. A solução é cortar as emissões de CO₂.