Siga o Olhar Digital no Google Discover
O super El Niño, que ganhou força ano passado e causou transtornos climáticos em todo o mundo, pode ter finalmente terminado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta quarta-feira (12) que o fenômeno enfraqueceu e não é mais registrado.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
“O atual padrão observado das condições de temperatura da superfície do mar do oceano Pacífico equatorial indica valores próximos da média climatológica, ou seja, descaracteriza o fenômeno El Niño e sinaliza condições de neutralidade”, diz o Inmet.
O El Niño estava sendo observado desde junho de 2023 e causou uma elevação das temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial. Como consequências, as regiões Norte e Nordeste do Brasil registraram secas históricas, enquanto o Sul sofreu com um volume mais de chuvas.
O El Niño deste período foi classificado como de intensidade moderada a forte e embora não tenha sido o mais intenso já registrado, seus impactos foram significativos e com efeitos variados nas diferentes regiões do País
Inmet

Veja a lista de impactos do El Niño divulgada pelo Inmet
- Na região Sul, ocorreram eventos de inundação de excepcional magnitude no mês de maio, o que caracterizou o maior desastre por inundação no Rio Grande do Sul;
- No Sudeste, já se observam estações em situação de estiagem na bacia do rio Doce. No rio Paraíba do Sul apesar da situação de normalidade, as vazões estão em recessão;
- Na bacia do rio Paraguai, formadora do Pantanal, ainda persiste situação de seca na principal estação de monitoramento, Porto Murtinho, ao sul da bacia;
- Na Região Norte, as vazões estão em elevação nos rios tributários do rio Amazonas ao noroeste da bacia, e em recessão nos rios tributários ao sul;
- Na bacia do Rio Acre, após um período de elevação das vazões, as vazões encontram-se em níveis normais, porém já com um viés de recessão e tendência para a situação de estiagem;
- Na bacia do rio Branco, em Roraima, houve a reversão da condição de estiagem para normalidade com viés de subida nas estações;
- Destaca-se também a Bacia do Rio Madeira, em período de recessão e com cotas próximas ou abaixo da mínima histórica;
- Na região Nordeste, destaque para a bacia do rio São Francisco, que apresenta a maioria das estações em situação de estiagem, caracterizando o período seco;
- Na Região Centro-Oeste, com o estabelecimento do período seco, a maioria das estações apresenta situação de estiagem na Bacia do Rio Tocantins e aquelas em condição de normalidade estão em recessão.
Se o El Niño está indo embora, o La Niña está chegando
Já o La Niña é o oposto do El Niño e representa um resfriamento anômalo das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial. Esse fenômeno também desencadeia mudanças nos padrões atmosféricos e oceânicos, afetando o clima global.
Leia mais:
- Calor, chuva e ventos fortes: o que esperar do El Niño em 2024?
- O que é El Niño, fenômeno que altera a temperatura dos oceanos
- O que é uma usina solar flutuante e quais as vantagens?
Durante um episódio de La Niña, as temperaturas atmosféricas tendem a diminuir, e as chuvas podem se tornar mais escassas em algumas regiões, enquanto outras enfrentam aumento das precipitações. Isso pode resultar em secas prolongadas, invernos mais rigorosos, e até mesmo eventos extremos, como tempestades tropicais e furacões. Os impactos da La Niña podem afetar a agricultura, recursos hídricos, ecossistemas e economias em escala global.

As previsões iniciais indicam que, a partir de junho, o La Niña causará chuvas acima da média em partes da região Norte, Minas Gerais e Bahia, enquanto no Sul, onde as enchentes foram recordes devido ao El Niño, as chuvas devem ficar abaixo da média.
Segundo o Inmet, a persistência e a expansão de áreas mais frias em direção a parte central do oceano, são condições favoráveis para formação do fenômeno La Niña, previsto para o segundo semestre do ano.