Nuvem de poeira do Saara pegou “carona” em furacão e atravessou o oceano

Segundo pesquisadores, o furacão Beryl foi capaz de se alimentar de ar tropical úmido mesmo na presença da enorme nuvem de poeira
Dunas de areia intermináveis em um deserto escaldante
Dunas de areia intermináveis em um deserto escaldante (Reprodução: LucVi/Shutterstock)

Nuvens de poeira originárias do deserto do Saara podem atravessar o Oceano Atlântico e chegar aos Estados Unidos, por exemplo. De fato, isso está acontecendo neste exato momento. No entanto, cientistas acreditam que desta vez um furacão tenha ajudado na travessia de mais de 8 mil quilômetros.

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Nuvem de poeira do Saara atravessando oceano (Imagem: Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA)

É comum que nuvens de poeira atravessem o oceano

  • Especialistas explicam que tempestades de poeira acontecem com bastante frequência no verão do hemisfério norte.
  • A cada três ou cinco dias, imensas quantidades de poeira do deserto viajam para diferentes áreas.
  • Em alguns casos, elas conseguem atravessa o oceano.
  • Uma delas, por exemplo, está neste momento nos estados da Costa do Golfo que se estendem da Flórida ao Texas, nos EUA, alterando os padrões climáticos locais.
  • O fenômeno reduz a qualidade do ar e pode causar problemas respiratórios e dores de cabeça.
  • Por isso, as autoridades norte-americanas estão em alerta e monitorando a nuvem de poeira do Saara.
  • As informações são do Space.com.

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Furacão Beryl (Imagem: reprodução/YouTube/NOAASatellites)

Furacão e areia do Saara juntos

O mais interessante deste fenômeno em andamento, no entanto, é que ele pegou “carona” em um furacão que também cruzava o oceano.

Os sistemas tropicais precisam de muita umidade para se formar e, quando encontram poeira e ar seco, isso pode enfraquecê-los. Mas não foi isso que aconteceu como o furacão Beryl.

Segundo pesquisadores, o fenômeno climático foi capaz de se alimentar de ar tropical úmido mesmo na presença de uma enorme nuvem de poeira. Muito desse ar seco também acompanhou o sistema ao atravessar o Caribe.

Isso explica a quantidade de poeira que o furacão também trazia consigo durante sua passagem no Caribe, que deixou um rastro de destruição e dezenas de mortes.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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