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A Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, lembrou milhões de pessoas que lavar as mãos corretamente é uma forma simples de evitar a contaminação por esta e outras enfermidades. Mas como ter certeza que suas mãos estão, de fato, bem lavadas?
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Pensando nisso, a engenheira biomédica Christine Schindler desenvolveu nos EUA o PathSpot, scanner capaz de detectar se as mãos foram lavadas o suficiente. Embora não possa identificar o coronavírus no momento, a tecnologia tem sido muito usada em restaurantes para ajudar a conter a disseminação de doenças transmitidas por alimentos, tais como salmonella e escherichia coli (e.coli).
A máquina usa um algoritmo de detecção com luz para escanear as mãos, sendo capaz de identificar a presença de algumas bactérias e vírus. Ao posicionar as mãos por baixo do scanner, a digitalização leva apenas dois segundos e, se a máquina mostrar qualquer traço de contaminação, identificado por uma luz vermelha, o funcionário deve lavá-las novamente. Do contrário, o aparelho emitirá uma luz verde.

Análise de bactérias. Foto: iStock/AndreasReh
Eficácia da tecnologia
Os inventores enxergam o produto como uma solução para um problema de higiene na indústria de foodservice, alegando que há “48 milhões casos de doenças transmitidas por alimentos a cada ano, e 97% dos americanos não lavam as mãos corretamente.”
Em termos de eficácia, a empresa vê uma redução de 75% na contaminação após um mês de uso do PathSpot e uma redução de 90% após seis meses.
Apesar de não ajudar a detectar o coronavírus especificamente, a preocupação geral dos americanos em relação ao saneamento aumentou desde o início da Covid-19. Segundo Schindler, o uso da máquina aumentou 500% em centenas de clientes naquele país.
É cobrada uma taxa de assinatura mensal que inclui o próprio dispositivo, além de um serviço de consultoria. Os preços variam com base no tamanho e no número de dispositivos adquiridos, mas, em média, são vendidos a partir de US$ 175 por mês (R$ 955, convertidos).
Via: TechCrunch