Teoria da conspiração diz que 5G é responsável pelo coronavírus

Comunidades nas redes sociais acreditam que os sintomas da doença, na verdade, são causados por efeitos colaterais da conexão de quinta geração

Luiz Nogueira, editado por Cesar Schaeffer 26/02/2020 12h00
Doença do 5G
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Teóricos da conspiração sempre têm a resposta para os problemas da humanidade, conforme surgem. E isso não foi diferente com o 5G e o coronavírus. Teorias sobre a relação entre esses dois assuntos não param de aparecer no YouTube e Facebook.


O número mais expressivo de conspiradores está presente em um grupo "anti-5G" na rede social de Mark Zuckerberg. De acordo com postagens compartilhadas pelos membros, o 5G é o principal culpado pelo vírus que infectou mais de 80 mil pessoas em todo o mundo.

O criador da comunidade, o "pesquisador de OVNIs" John Kuhles, desafiou os membros do grupo a assistirem um vídeo em que a "verdade sobre o 5G" era exposta. Para ele, a relação entre os dois assuntos é clara.

O vídeo ao qual ele se refere é o de uma teórica da conspiração chamada Dana Ashline. A mulher conversa por quase uma hora sobre os perigos do 5G e como não é apenas plausível, mas provável, que o lançamento da tecnologia em Wuhan tenha causado uma doença com sintomas de envenenamento por radiação.

Teorias

As teorias se concentram em dois pontos principais. O primeiro deles é que Wuhan foi a primeira cidade da China a lançar o 5G – e que lá é o epicentro da doença. No entanto, essa afirmação está incorreta. A cidade chinesa foi apenas uma de um total de 16 a disponibilizar a conexão. Nenhuma das outras cidades relatou casos absurdamente altos do vírus.

O segundo ponto diz que o 5G danifica o sistema imunológico, deixando as pessoas imunocomprometidas e altamente suscetíveis à doença. Não há evidências de que o 5G afeta diretamente o sistema imunológico e nem sequer provas para sustentar que a conexão de quinta geração afeta a saúde dos serem humanos.

Reprodução

A maior parte das alegações parece se basear em um estudo publicado em 2000 pelo físico Dr. Bill P. Curry. A publicação alegava que a dose de radiação que afeta o cérebro aumentou com a frequência do sinal sem fio. Isso provocou pânico em muitas pessoas, que atribuíram a chegada do 5G com potenciais riscos à saúde.

No entanto, o Dr. Curry interpretou os dados coletados de forma errônea. De acordo com especialistas de efeitos biológicos da radiação eletromagnética, esse tipo de radiação – conhecido como não ionizante – na verdade, torna mais segura a utilização de frequências mais altas. Fazendo com que a teoria do físico seja desmentida.

Mesmo com provas que refutem as teorias, os conspiradores parecem acreditar que o 5G possui grande influência no que está acontecendo em todo o mundo. Eles parecem ignorar o surto da doença e os casos registrados em países onde a conexão de quinta geração ainda não está presente.

Via: The Next Web


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