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UFMG testa vacina BCG como base para imunizante contra a Covid-19

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 30/06/2020 10h04
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Intenção é usar bactéria já utilizada em vacina contra a tuberculose no combate ao novo coronavírus

Desde que a pandemia do novo coronavírus surpreendeu o mundo, diversas empresas começaram as buscas por vacinas para combater o Sars-Cov-2, e no Brasil não foi diferente. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão utilizando a vacina BCG, usada contra a tuberculose, para desenvolver um imunizante contra a Covid-19.


Ainda em fase inicial de estudo, “a ideia é ter uma vacina dupla para proteger contra tuberculose e contra a Covid-19”, destacou o professor Sérgio Costa, responsável pelo projeto feito em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Butantan. Neste momento, a equipe trabalha na clonagem dos genes do vírus para que a bactéria consiga produzi-lo.

ReproduçãoPesquisadores da UFMG querem utilizar vacina BCG para imunizar contra a Covid-19. Foto: ASCOM


Costa afirma que as principais vantagens dessa metodologia, caso o imunizante consiga realmente ser desenvolvido, é “a segurança da vacina, que já foi dada para bilhões de pessoas no mundo, e a capacidade de ativar o sistema imune de forma muito eficiente”. A ideia de utilizar a BCG para combater outras doenças não é nova. O pesquisador afirma que há estudos para utilizá-la contra a esquistossomose e o HIV.

Os testes em animais devem começar apenas no fim do ano e ainda não há previsão para a testagem em humanos.

Vírus influenza

Além dessa vacina, a UFMG também trabalha em outra frente, utilizando o vírus influenza. Ricardo Gazzinelli, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas e responsável pelos estudos, afirma que as pesquisas estão dentro do cronograma e a expectativa é que o imunizante fique pronto até o fim de 2021.

Gazzinelli afirma que esta candidata codifica a proteína que liga o Sars-Cov-2 e a insere ao vírus influenza. A vacina, então, induz a produção do anticorpo contra esta proteína e impede que o coronavírus entre na célula. Os testes em animais devem ter início entre julho e agosto e, caso tenham resultados positivos, humanos podem ser testados no início do próximo ano.

Via: G1


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