Cigarro eletrônico

Doença pulmonar causada por cigarro eletrônico é registrada no Brasil

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi 13/12/2019 17h45
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País já soma três casos da doença, mesmo após a proibição dos cigarros eletrônicos em outras partes do mundo

Os cigarros eletrônicos têm gerado muita polêmica nos últimos meses, tanto que acabou resultando na proibição dos líquidos com sabor em Nova York e discussões sobre uma proibição federal. No entanto, o problema não se limita apenas aos Estados Unidos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), três casos de doenças pulmonares, causado pelos e-cigarettes, foram confirmados no Brasil nas últimas semanas.


Por questões éticas e de proteção aos pacientes, não foram divulgados detalhes sobre os casos. Contudo, sabe-se que as pessoas diagnosticadas por médicos associados à SBPT haviam utilizado cigarro eletrônico com tetrahidrocanabinol (THC) nos últimos 90 dias, em produtos adquiridos nos EUA.

Conhecida como EVALI, sigla em inglês para "E-cigarette, or Vaping, product use - Associated Lung Injury", essa condição provoca sintomas respiratórios, como tosse, dor torácica e dispneia (falta de ar), e gastrointestinais, como náuses, vômitos, dores abdominais e diarreia. Alguns sintomas inespecíficos, como febre, calafrios e perda de peso também aparecem.

Conforme divulgado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), esses sintomas são alguns dos critérios que a SBPT sugere que pneumologistas e clínicos gerais utilizem para realizar o diagnóstico.

Reprodução

Outros fatores indicativos da doença incluem também alterações em exames de imagem dos pulmões e aumento dos leucócitos, PCR e das enzimas hepáticas. Os procedimentos para identificar essas anomalias são necessários, visto que a EVALI pode facilmente ser confundida com a doença respiratória causada pelo vírus influenza, de acordo com a SBPT.

O tratamento varia em cada caso. No geral, é recomendada a suspensão do uso do cigarro eletrônico, suporte clínico para fornecimento de oxigênio e ventilação invasiva ou não invasiva. Pacientes com suspeita de infecção concomitante devem receber antivirais e/ou antimicrobianos. Já os doentes com falta de ar ou com saturação de oxigênio inferior a 95%, com outras doenças ou fatores associados, devem ser internados. Além disso, pacientes ambulatoriais devem ser reavaliados dentro de 24 a 48 horas, alerta a SBPT.

O comunicado da associação ressalta também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização, importação e propaganda de qualquer dispositivo de fumo eletrônico no Brasil.

Para ajudar no trabalho de acompanhamento e diagnóstico da doença, a SBPT pede que casos suspeitos e confirmados sejam enviados para sbpt@sbpt.org.br. A Anvisa também criou um formulário para que médicos possam notificar suspeitas de EVALI.

Via: Gizmodo

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