Sanções EUA contra China

EUA incluem startups chinesas de inteligência artificial em lista de sanções

Fabrício Filho, editado por Liliane Nakagawa 08/10/2019 17h30
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País asiático respondeu às sanções e disse que os Estados Unidos deveriam parar de interferir em seus assuntos

O governo dos Estados Unidos ampliou a lista de sanções comerciais ao incluir algumas startups gigantes de inteligência artificial da China. A medida é uma forma de punição ao governo chinês pelo seu tratamento com minorias muçulmanas, e visa atingir 20 agências de segurança pública chinesas e oito empresas.


Entre o grupo que compõe a lista, estão a companhia de vigilância com vídeo Hikvision e as líderes da tecnologia de reconhecimento facial SenseTime Group e Megvii Technology. A ação proíbe essas empresas de comprar componentes vindos dos Estados Unidos, o que para algumas deverá causar grande impacto econômico. 

A Hikvision possui um valor de mercado de cerca de US$ 42 bilhões e se classifica como a maior fabricante mundial de equipamento de vigilância de vídeo. Já a SenseTime, avaliada em US$ 4,5 bilhões em 2018, é considerada uma das maiores empresas de inteligência artificial do mundo. A Megvii, que tem o apoio da gigante de comércio virtual Alibaba, foi avaliada em US$ 4 bilhões e está prestes a lançar ações na bolsa para arrecadar, no mínimo, US$ 500 milhões em Hong Kong

O Departamento de Comércio dos EUA escreveu em documento que as “entidades foram implicadas em violações de direitos humanos e abusos na implantação da campanha de repressão, nas detenções em massa arbitrárias e na vigilância de alta tecnologia da China contra uigures, cazaques e outros membros de grupos muçulmanos minoritários”.

“O governo dos EUA e o Departamento de Comércio não podem e não irão tolerar a supressão brutal das minorias étnicas dentro da China”, afirmou o secretário de Comércio, Wilbur Ross. O país asiático respondeu às sanções e disse que os Estados Unidos deveriam parar de se intrometer em assuntos alheios. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, afirmou que o país continuará a adotar medidas firmes para proteger sua soberania. 

Autoridades norte-americadas disseram que a ação não tem relação com a retomada das negociações comerciais com a China nesta semana, mas não sinaliza nenhum relaxamento da postura do presidente Donald Trump, enquanto as duas maiores economias mundias tentam encerrar a guerra comercial existente há 15 meses. 

 

Fonte: Reuters 

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