Rússia insiste em pré-instalar aplicativos russos em eletrônicos

Decreto anunciado no segundo semestre de 2019 teve novas informações divulgadas recentemente, que incluem o uso do navegador "Yandex"

Vinicius Szafran, editado por Liliane Nakagawa 02/01/2020 13h01
Vladimir Putin
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Uma lei publicada no final de novembro de 2019 obriga a instalação de softwares e aplicativos russos em aparelhos eletrônicos fabricados na Rússia, incluindo smartphones, tablets e computadores e Smart TVs.  Agora, mais detalhes desse decreto foram divulgados pelo governo do país.


Um novo requisito diz que todos os dispositivos eletrônicos vendidos na Rússia devem ter o navegador "Yandex", aplicativo de uma empresa russa, pré-instalado. No entanto, a Associação de Fabricantes de Eletrodomésticos e Equipamentos de Computador (RATEK) disse que a lei russa "pode ser prejudicial ao mercado" e que "isso atingirá consumidores , fabricantes de eletrônicos e desenvolvedores de software".

Isso pode prejudicar algumas empresas, porque alguns dos sistemas operacionais não são adequados para aplicativos externos. O sistema que pré-instalará os aplicativos locais ainda terá que pagar uma taxa de licença.

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O Yandex é um dos mais importantes portais de serviço online da Rússia. Seus serviços atuais incluem pesquisa, últimas notícias, mapas e enciclopédias, email, comércio eletrônico, publicidade na internet e outros serviços. De acordo com dados da agência de monitoramento StarCounter, em dezembro de 2019, a participação no mercado dos motores de busca da Yandex no país é de 44,3%. Isso é um pouco menor que os 52,32% do Google.

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A Rússia já possui outras políticas de restrição de empresas estrangeiras na internet, muito anteriores a esse decreto. A Autoridade Reguladora das Comunicações Federais Russas (Roskomnadzor) exige que empresas nacionais e estrangeiras armazenem os dados pessoais de todos os usuários russos no país desde setembro de 2015. O LinkedIn teve objeções a essa regra e foi banido após uma decisão judicial.

Atualmente, Apple, Google, Dell e Samsung se reuniram para discutir como lidar com o decreto. Essa nova lei entrará em vigor a partir do dia 1° de julho deste ano. Contudo, essa reunião parece ter surtido pouco ou nenhum efeito. Ainda segundo a StarCounter, em dezembro de 2019, os três principais fornecedores no mercado russo de celulares são Samsung, com 24,68% de participação no mercado, Apple (21,48%) e Huawei (17,88%).

Via: GizChina

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