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Uber ativa sistema de PIN para reduzir assédio sexual

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi 08/01/2020 15h30
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Projeto garante que passageiros não peguem carona com o motorista 'errado'

A Uber começou a ativar um sistema de PIN projetado para otimizar a segurança dos passageiros, garantindo que eles entrem no carro correto. O sistema de verificação faz parte de um esforço para melhorar o serviço de caronas, devido às preocupações com segurança e agressão sexual que surgiram em 2019.


A Uber começou a testar um sistema de PIN "verifique sua viagem" em sete cidades dos Estados Unidos em dezembro, mas agora está disponível para todos os motoristas nos EUA e no Canadá, começando agora e chegando a todos até o final da semana, segundo informou a empresa. Os motoristas podem habilitá-lo para todas as viagens ou para corridas entre 21h e 6h. O sistema ainda não está disponível no Brasil.

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Para quem utilizar o sistema, o aplicativo Uber enviará um código PIN de quatro dígitos antes da chegada do motorista. "Quando o motorista chega, o passageiro pode fornecer verbalmente o PIN ao motorista antes de entrar no veículo. Depois que o condutor digita o PIN correto, a viagem pode começar", disse a Uber.

Os passageiros sempre foram capazes de verificar seus motoristas consultando o aplicativo, que mostra a foto do motorista e informações da placa, marca e modelo do carro. Mas o sistema PIN oferece uma garantia extra, porque a viagem não pode ser iniciada até que o PIN correto seja inserido no aplicativo do motorista, de acordo com a Uber.

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É um dos vários recursos que a empresa adiciona para solucionar problemas de segurança. Em um relatório de dezembro, a Uber divulgou 464 estupros em 2017 e 2018 combinados, além de 5.500 outros relatos de agressão sexual, desde beijos indesejados até tentativas de estupro. No entanto, esses "incidentes críticos de segurança" ocorreram em apenas 0,00003% das viagens.

"Enfrentar a violência sexual requer honestidade, e é só esclarecendo essas questões que podemos começar a resolver algo que atinge todos os cantos da sociedade", afirmou o diretor jurídico da Uber, Tony West, em um post de dezembro, acerca do relatório de segurança divulgado pela empresa.

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Via: CNET

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