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Em meio às tensões políticas nos EUA, o fundador do Telegram, Pavel Durov, declarou na segunda-feira (18) que o Telegram vai continuar a banir mensagens violentas da plataforma. “O Telegram acolhe o debate e o protesto pacífico, mas nossos Termos de Serviço proíbem explicitamente a distribuição de conteúdo violento. Movimentos civis por todo o mundo podem contar com o Telegram para defender os direitos humanos sem recorrer a ameaças”, diz.
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A declaração, no entanto, não aborda o uso de encriptação de mensagens no Telegram, medida que protege as conversas privadas de acesso externo. Na prática, isso dificulta o processo de moderação de conteúdo.
Pressão por moderação mais efetiva
Os recursos de moderação contra violência e terrorismo do Telegram são usados em salas públicas de conversação. Mesmo assim, a plataforma resiste à pressão de apresentar o conteúdo dessas conversas às autoridades.

A crescente do movimento de extremistas em favor de Donald Trump nos EUA reacendeu o debate sobre a encriptação de dados. Além disso, passou a buscar o enfraquecimento das proteções de privacidade para serviços de chat criptografados.
De acordo com Durov, o Telegram identificou um aumento das ameaças no mensageiro. Ele conta que, desde o início de janeiro, a equipe de moderação da plataforma age continuamente para reprimir o compartilhamento de conteúdo violento. “Apenas na última semana, os moderadores do Telegram bloquearam centenas de chamados públicos à violência.”
Vale lembrar que os grupos de extrema-direta passaram a utilizar canais de comunicação alternativos, como o Telegram, para planejar novos ataques. As investidas estão programadas para esta quarta-feira (20), data da posse do presidente eleito Joe Biden.
Apesar de ter apenas 2% de sua base de usuários nos EUA, o Telegram é uma das plataformas que vêm crescendo desde o anúncio das novas políticas de privacidade do WhatsApp. O Signal é outro mensageiro que ganhou destaque com essa tendência.
Via: The Verge