Nesta sexta-feira (29), os legisladores da União Europeia (UE), que estão em uma batalha para conter o suposto poder dos gigantes da tecnologia dos EUA, revelaram que estão dispostos a adiar em dois meses uma audiência que deve contar com a participação da Amazon, Apple, Facebook e Alphabet (dona do Google) – originalmente prevista para ocorrer em 1º de fevereiro.  

Em um comunicado enviado às empresas pelo Parlamento Europeu, o conglomerado disse que está “disposto a considerar o reescalonamento e procurar datas alternativas após a data originalmente planejada de 1° de fevereiro”.  

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A ocasião serviria para que as empresas explicassem à UE sobre seus modelos de negócio, já que o conglomerado quer que todas elas deixem de lado suas práticas de negócios que visam cimentar seu domínio e bloquear rivais menores – bem como aumentar os esforços para acabar com conteúdo ilegal e prejudicial em suas plataformas.  

A audiência teria como participantes os principais executivos das quatro empresas de tecnologia e seria realizada em Bruxelas. Mark Zuckerberg, Jeff Bezos, Tim CookSundar Pichai deveriam comparecer para discutir as novas regras propostas pela Comissão Europeia.  

No convite original, segundo a Reuters, a UE descrevia que “o objetivo da audiência é fazer um intercâmbio com os diretores executivos das quatro empresas para aprender sobre seus modelos de negócios atuais e conceitos futuros enquanto enfrentam os desafios de alterar as condições de mercado”. 

Agora, apesar da nova data não ter sido definida, os legisladores afirmaram que estavam preparados para que a reunião seja realizada em fevereiro ou março. No entanto, acredita-se que dificilmente os CEOs das empresas compareceriam, preferindo enviar representantes caso o evento ocorra.  

Essa não é a primeira vez que algo assim acontece. Em julho do ano passado, Zuckerberg, Bezos, Cook e Pichai participaram de uma audiência no Congresso dos EUA, como parte das investigações feitas ao longo dos anos sobre a prática antitruste. Os executivos ainda tiveram que responder questionamentos sobre uso de dados pessoais, aquisições de outras empresas e até o uso de trabalho escravo. 

Via: Reuters