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Em um comunicado na bolsa de valores de Hong Kong, a Xiaomi afirmou que a decisão de entrar com uma ação judicial contra os Estados Unidos é para proteger os interesses da empresa. A companhia apresentou, na última sexta-feira (29), uma queixa em um tribunal distrital de Washington contra os Departamentos de Defesa e do Tesouro do país.
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Em específico, a fabricante chinesa está processando o Departamento de Defesa, o Departamento do Tesouro, o secretário de Defesa Lloyd Austin e a secretária do Tesouro Janet Yellen. O motivo é a inclusão dela e de mais oito empresas chinesas na lista de bloqueios do Pentágono pelo governo de Donald Trump.
Segundo a Xiaomi, a decisão dos EUA de incluir a companhia em uma lista como uma “empresa militar comunista chinesa” é algo “factualmente incorreto”. A companhia pede aos tribunais para que declarem a decisão ilegal.

Como contraponto, a companhia alega que três de seus dez maiores detentores de ações ordinárias são dos EUA. Também, que 75% dos direitos de voto da companhia são comandados pelos cofundadores Lin Bin e Lei Jun, além de que não há “propriedade ou controle de um indivíduo ou entidade afiliada ao exército [chinês]”.
Proibição adiada por Biden
A Xiaomi foi adicionada à lista pela administração de Trump poucos dias antes da posse de Joe Biden. O novo presidente adiou a data da proibição de investimentos de 28 de janeiro para 27 de maio, o que dará tempo à sua equipe para revisar a política e empresas já adicionadas anteriormente.
Um caso um pouco mais atenuante é o da Huawei. A companhia, desde que foi adicionada à lista, foi proibida de fazer negócios com outras dos EUA. Desde então, o Google deixou de fornecer acesso aos seus serviços à Huawei, que precisou vender a submarca Honor. Os números de vendas também caíram, abrindo espaço para que a Apple voltasse a subir no ranking de maiores fabricantes do mundo.
Com a ação, o Departamento de Defesa exige que investidores norte-americanos desfaçam suas participações nas empresas listadas.
Fonte: Reuters