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Um ex-funcionário da Intel está sendo acusado de roubar documentos confidenciais da empresa e usá-los em benefício do seu novo empregador, a Microsoft. Varun Gupta trocou de trabalho depois de dez anos na fabricante de chips e, de acordo com o processo movido pela Intel, teria tirado proveito de segredos comerciais e estratégias de venda da linha Xeon.

Gupta supostamente usou detalhes de acordos confidenciais entre a Intel e outras empresas de computação em nuvem para negociar melhores contratos para a Microsoft Azure. Em seus últimos dias na empresa, a Intel alega que o ex-funcionário transferiu 3.900 documentos internos de um laptop para dois drives USB.

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Como diretor de planejamento estratégico no departamento de nuvem e Inteligência Artificial da Microsoft, Gupta entrou em negociações com a antiga empresa sobre seu “design de produto personalizado e preços de processadores Xeon”. Foi aí que o sinal de alerta foi ligado na Intel.

Varun Gupta usou informações privilegiadas para negociar melhores acordos na linha Xeon para a Microsoft. Imagem: Intel/Divulgação

“Gupta se referiu explicitamente às ofertas de preços e especificações técnicas que a Intel desenvolveu e comercializou para outros ambientes de computação em nuvem, aproveitando os termos favoráveis ​​para a Microsoft”, declarou a empresa no processo. Em outras palavras, a alegação é que Gupta usou detalhes de acordos confidenciais que a Intel fez com os rivais da Microsoft em serviços na nuvem para negociar melhores contratos para sua nova empresa.

Já suspeitando que Gupta havia roubado documentos interno, a Intel iniciou uma investigação e levanto evidências do caso – inclusive os números de série dos dois pendrives com os arquivos. Quando solicitado a entregar um deles à Intel, Gupta alegou que não conseguiu encontrá-lo e que nunca ele foi conectado a um PC da empresa.

Uma parceira improvável também entrou no caso: a própria Microsoft investigou e descobriu que um dos pendrives havia sido usado, não só em seus escritórios, mas em no computador de Gupta. “Essas informações confidenciais seriam extremamente úteis para Gupta em seu emprego na Microsoft, pois fornecia a ele informações sobre a capacidade de fabricação da Intel e ofertas de produtos personalizados para outros centros de dados e ambientes de computação em nuvem ”, alega o processo.

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Se for considerado culpado, o ex-funcionário poderá enfrentar a pena de prisão ou, pelo menos, uma multa de US$ 75.000 a ser paga à Intel para cobrir os custos de sua investigação e procedimentos legais.

Via: The Register/TechRadar