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De acordo com decisão de um juiz federal dos EUA, publicada na última sexta-feira (12), a fabricante chinesa Xiaomi não está mais sendo “bloqueada” pelo país. A empresa foi incluída em uma lista do Departamento de Defesa que impedia investimentos dos EUA.
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A Xiaomi foi adicionada à lista nos últimos dias do governo Trump. Nela, constam companhias que supostamente possuem ligação com militares chineses. Dessa forma, uma série de restrições financeiras foram aplicadas à companhia. Na liminar, o juiz Rudolph Contreras disse que a medida era “arbitrária e caprichosa”.
Em comunicado, a Xiaomi informou que “o tribunal proibiu oficialmente a Xiaomi de ser identificada como uma empresa militar chinesa e interrompeu as restrições impostas”. Isso significa que a liminar volta a permitir a compra e manutenção de ações da Xiaomi, além de cancelar a exigência da venda compulsória de ações da empresa.
Proibições à Xiaomi e outras chinesas
“Gostaríamos de enfatizar mais uma vez que a Xiaomi é uma empresa listada com operação e gestão independentes, ações descentralizadas e negociação aberta de ações”, disse a fabricante.

“O tribunal está um tanto cético de que importantes interesses de segurança nacional estejam realmente implicados aqui”, disse Contreras. A Xiaomi, que registrou uma queixa contra os Departamentos de Defesa e Tesouro dos EUA em janeiro, afirmou que seguirá com a solicitação para que o tribunal declare ilegal o rótulo da suposta conexão com o exército chinês.
Anteriormente, a Xiaomi já havia informado que a proibição dos EUA poderia causar “danos irreparáveis”. A companhia, ao ser bloqueada, também foi retirada da bolsa de valores dos EUA.
As sanções do país também se aplicam a outras empresas como a Huawei, ZTE, DJI, WeChat e TikTok. Por outro lado, a Xiaomi é, atualmente, a terceira maior fabricante de celulares do mundo.
Fonte: Bloomberg