O Plano Nacional de Imunização foi atualizado para incluir portadores de HIV entre os prioritários para receberem a vacina contra Covid-19. O argumento é de que o grupo possui o sistema imunológico mais fraco e corre mais riscos.

De acordo com a nova formulação, HIV/aids passa a ser considerada uma comorbidade e pacientes que convivem com o vírus e que possuam idade entre 18 e 59 anos (acima de 59 já possui prioridade por ser idoso), devem ser incluídos nos grupos prioritários.

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O grupo com comorbidades, que agora inclui portadores do HIV, deve começar a ser vacinado após a imunização dos idosos a partir de 60 anos. Em seguida vêm pessoas com deficiência permanente, pessoas em situação de rua, população privada de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, professores do ensino básico, trabalhadores da educação, forças de segurança e salvamento, forças armadas, trabalhadores do transporte, caminhoneiros, portuários e trabalhadores industriais.

Vacina contra Covid-19 e pessoas com HIV

Para confirmar que o paciente possui HIV, os postos de vacinação vão utilizar a plataforma Conecte-SUS, onde os registros dessas doenças já contam de maneira antecipada. Apesar disso, também vai ser possível comprovar a condição apresentando um laudo médico na hora de tomar a vacina.

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“A partir dessa iniciativa será possível reduzir o impacto da pandemia nesse grupo, especialmente em relação ao risco de hospitalização e óbito, e respeitar o conceito de equidade do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz nota do Ministério da Saúde.

“As pessoas que vivem com HIV devem receber as doses na mesma etapa em que serão contemplados quem apresenta comorbidades, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. No total, as listas de prioridade somam cerca de 77,3 milhões de pessoas”, disse também.

O órgão ainda explica que não possui uma data específica para começar a vacinar pessoas com HIV, mas que isso vai ser informado por meio do Plano Nacional de Imunizações.

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