Em guerra contra seus funcionários e sendo acusada de ser um lugar com condições de trabalho insatisfatórias, a Amazon se vê em meio a mais uma polêmica. A gigante varejista estaria usando perfis falsos no Twitter para alegar que é um bom ambiente de trabalho e atacar sindicatos que pedem melhorias nos depósitos da empresa.

As acusações surgiram durante uma eleição sindical entre os funcionários do depósito da Amazon na cidade de Bessemer, no estado americano do Arizona. A disputa é considerada como uma vitrine para outras em todo os EUA. As contas falsas, além de exaltar a empresa como um bom local de trabalho, atacam sindicalistas que vão contra seus interesses.

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Em geral, os nomes de usuários dos fakes começam com “AmazonFC” e são seguidos por um nome próprio e o que seria a função da pessoa dentro de um depósito. Em geral, essas contas são recentes, e têm poucos tweets, sendo que quase todos eles são elogios à empresa e argumentos negando que a Amazon não previne acidentes ou que proíbe pausas para almoço, descanso e idas ao banheiro.

Essa não é a primeira vez

Jeff Bezos teria pedido aos executivos que fossem mais incisivos na defesa da Amazon. Crédito: Shutterstock

Boa parte desses perfis falsos já foi derrubada pelo Twitter, mas, acredita-se que essa estratégia não seja inédita e já tenha sido usada em outras ocasiões em que a Amazon recebeu acusações parecidas nos anos de 2018 e 2019.

Um porta-voz da varejista confirmou que existiam perfis falsos tweetando em defesa da empresa, mas não confirmou e nem negou que elas seriam mobilizadas pela Amazon ou por pessoas que realmente sejam funcionários da companhia. Até o momento, foram identificadas e desmobilizadas pelo menos 56 contas.

Após críticas públicas de políticos de alto escalão dos Estados Unidos, como Bernie Sanders e Elisabeth Warren, a Amazon tem investido pesado em aumentar sua equipe de relações públicas. A medida seria um pedido do próprio Jeff Bezos, que teria dito que os executivos da marca não estariam defendendo o suficiente a empresa contra as críticas.

Com informações do The Guardian

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