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Nesta segunda-feira (5), logo após anunciar o fim da fabricação de celulares, a LG foi notificada pelo Procon-SP para dar explicações sobre a sua operação no Brasil. A fabricante sul-coreana tem até a próxima sexta-feira (9) para responder os questionamentos sobre sua saída do mercado, informa o Estadão.
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A medida já era cogitada, com a fabricante reportando 23 trimestres consecutivos de prejuízo na divisão de smartphones. O órgão informa que a empresa deverá explicar o fim da sua operação e o impacto de sua saída localmente. Os questionamentos envolvem:
- Uma relação com todos os modelos lançados no Brasil nos últimos três anos e seus respectivos manuais de usuário
- Relação de assistências técnicas autorizadas
- Comprovação do período estimado de vida útil dos celulares
- Informações sobre planos de atendimento para atuais consumidores da marca sobre garantia, reparos e reposição de peças
Ao jornal, o chefe de gabinete do Procon-SP, Guilherme Farid, disse que o consumidor que se sentir lesado com a mudança poderá efetuar uma reclamação. O Procon, por sua vez, se compromete em ajudar os consumidores individualmente.
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“Quando se trata de bens duráveis, as empresas assumem na venda um compromisso com o consumidor, de que aquele bem terá uma vida útil. Sempre nos gera preocupação uma empresa anunciar o fim da fabricação de determinado produto ou até mesmo a saída do País, por conta dessa expectativa que foi criada nos consumidores”, disse Farid.
De acordo com a fabricante, a estimativa para o fim da operação da divisão é até 31 de julho deste ano. A marca já informou que continuará oferecendo assistência técnica e atualizações de software “para os produtos já existentes”. Por outro lado, esse período de suporte “irá variar de região para região”.
LG fora do mercado de celulares
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) também informou que vai notificar a LG sobre como a companhia atenderá o consumidor brasileiro nessa transição. As respostas da marca servirão para orientar os clientes que procurarem os órgãos de defesa do consumidor.

Em posicionamento oficial divulgado hoje, a LG informa que, desde 2015, a operação global de celulares resultou em uma perda acumulada de US$ 4,1 bilhões até o final de 2020. “Depois de avaliar todas as possibilidades para o futuro do nosso negócio de celulares, o Headquarter Global decidiu por fechar esta divisão a fim de fortalecer sua competitividade futura por meio de seleção e foco estratégico”, disse a empresa.
A LG também se comprometeu em ser aberta e transparente “durante esse processo, buscando uma abordagem justa e pragmática, enquanto atendemos as obrigações jurídicas”. A marca continuará atuando em outros segmentos, como de TVs e monitores, áudio e outros.