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O Pinterest anunciou nesta quarta-feira (7) um novo código de conduta com algumas ferramentas para comentários moderados. As novas diretrizes incluem um “lembrete de positividade”, que aparece quando o usuário estiver prestes a postar um comentário ofensivo na plataforma. O site de compartilhamento de imagens também está introduzindo novos recursos para filtrar palavras-chave nos comentários e remover alguns deles.

A introdução das novas condutas ganhou o nome de “Código do Criador”. Ele destaca como as plataformas de mídia social respondem às críticas por não fazerem o suficiente para conter o bullying, abuso e assédio on-line. Em 2020, o Pinterest foi alvo de um processo de discriminação de gênero entre seus colaboradores que custou US$ 22,5 milhões (cerca de R$ 126 milhões) à empresa. A ação foi movida pela ex-chefe de operações, Françoise Brougher.

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Françoise foi demitida em abril de 2020 durante uma chamada de vídeo com o presidente-executivo da Pinterest, Ben Sillbermann. A francesa alegou que foi desligada da companhia depois de “falar sobre discriminação, ambiente de trabalho hostil e misoginia”. Ela afirmou, ainda, que foi demitida após ter questionado o motivo pela diferença entre seu salário e de outros colaboradores homens.

A rede social Pinterest simula um quadro virtual de inspirações.
Crédito: Photobyphotoboy

Parte do acordo do processo exigiu que o Pinterest se comprometesse a investir US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões) em ações para o avanço das mulheres e de outras minorias da empresa.

Evan Sharp, co-fundador e diretor de Design e Criação do Pinterest, afirmou que “a rede social está comprometida em construir uma empresa de tecnologia centrada no ser humano”. Agora, os usuários serão obrigados a concordar com o “Código do Criador” antes de postar um Story Pin, ferramenta que permite publicar fotos e vídeos com texto, música ou narrações. O código traça regras como ser gentil, verificar os fatos e praticar a inclusão.

O Pinterest tem mais de 450 milhões de usuários em todo o mundo, sendo 70% mulheres. A empresa está avaliada hoje em US$ 43 bilhões (aproximadamente R$ 241 bilhões).

Fonte: CNet

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