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A Didi Chuxing, principal nome no mercado chinês de compartilhamento de transportes e também dona da 99 no Brasil, adicionou dois nomes de peso ao seu esperado IPO (oferta pública inicial): Goldman Sachs e o Morgan Stanley.
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De acordo com informações da Reuters, que cita fontes anônimas, as organizações financeiras são escaladas para liderar a rodada de investimentos.
Ainda segundo a publicação, a oferta pública deve acontecer em julho. O pedido para abertura deve ser feito à Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Em março, já havia especulações no mercado sobre este, que poderia ser considerado o maior IPO do mundo, com valores que ultrapassariam a faixa dos US$ 62 bilhões.
À época, a ideia era abrir capital apenas no fim de 2021, por conta de todos os desdobramentos que o coronavírus proporcionou ao país. Mas, devido à boa gestão da China diante da crise pandêmica, considerou-se antecipar o pedido de listagem na bolsa.
A empresa já recebeu aportes anteriores do SoftBank, Alibaba e Tencent, conhecidos gigantes asiáticos dos investimentos em tecnologia.
E, se confirmado o IPO nos moldes especulados até o momento, a empresa pode chegar a um valor de mercado de pelo menos US$ 100 bilhões.
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Jogada de mestre
Mesmo com a tensão entre China e Estados Unidos, o interesse da Didi Chuxing em listar ações na bolsa norte-americana mostra que o mercado estadunidense ainda é estratégico para as empresas chinesas.
A listagem dos papéis, inclusive, estava sendo considerada para acontecer na Bolsa de Valores de Hong Kong (HKEX), por conta das tensões sofridas entre China e Estados Unidos.
Mas abrir capital em solo asiático poderia representar uma barreira extra em termos de negócios e operações futuras dentro do solo estadunidense – incluindo licença de veículos e outras questões regulatórias.
Em contrapartida, o legado das chinesas também é uma boa aposta para investidores norte-americanos. No ano passado, por exemplo, os IPOs de companhias do país asiático responderam por US$ 12 bilhões das listagens nos EUA.
Esse valor é quase quatro vezes o montante de US$ 2,5 bilhões levantado pelas chinesas nos nove primeiros meses de 2019, segundo dados da consultoria financeira Refinitiv.
Via: Reuters