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Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou um extenso relatório sobre uma investigação feita em Wuhan, primeira cidade onde o coronavírus foi registrado, para tentar descobrir a origem da doença. A conclusão foi de que provavelmente o vírus passou de um animal para um humano. Agora, a Agência de Inteligência dos EUA (CIA) disse que a possibilidade da Covid-19 ter vazado de um laboratório não pode ser descartada.

A Diretora de Inteligência, Avril Haines, e o Diretor da CIA, William Burns, afirmaram na última quinta-feira (15) que o órgão ainda estava investigando essa chance. “Do nosso ponto de vista, simplesmente não sabemos onde, quando e como o coronavírus foi transmitido inicialmente. Temos duas teorias plausíveis nas quais estamos trabalhando”, disse Haines.

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“Uma delas é que foi a Covid-19 ter vazado de laboratório e a outra é que surgiu naturalmente do contato humano com animais infectados”, destacou a diretora da CIA. No relatório da OMS, a organização trata um vazamento como “extremamente improvável”.

Covid-19 pode ter vazado de laboratório?

“Acho que neste momento, como disse o diretor Haines, isso é algo que ainda estamos analisando, com o benefício de todas as várias fontes que a comunidade de inteligência pode trazer para suportar”, disse Burns em conversa com um deputado dos EUA. “Não fazemos a avaliação que o relatório da OMS fez (que é ‘extremamente improvável’) essa não é a nossa avaliação”, completou Haines.

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“O que está claro para nós e nossos especialistas é que os líderes chineses não foram totalmente francos nem transparentes em sua cooperação”, finalizou. A investigação da OMS enfrentou resistência dentro da própria entidade. O presidente Tedros Adhanom disse que não foram feitas pesquisas suficientes e que o caso ainda precisa de mais estudos antes de algo ser concluído.

Apesar disso, não foram apresentados indícios de que a Covid-19 pode ter vazado de laboratório. A comunidade científica também rechaça a possibilidade até o momento. Ainda é incerto se novas investigações vão ser realizadas pela OMS.

Via Gizmodo