De acordo com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a vacinação contra a Covid-19 do grupo prioritário deve ir até setembro. O objetivo foi revelado na quarta-feira (21) e depende do cumprimento do cronograma de entrega das doses.

Esse prazo é para que as duas doses sejam aplicadas no grupo. A ideia é vacinar todos com prioridade prevista no Plano Nacional de Imunizações com uma dose até junho. O intervalo da vacina da AstraZeneca chega a 84 dias, por isso o tempo até setembro.

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Para cumprir a meta, o ministério depende da entrega das doses produzidas no Instituto Butantan e na Fiocruz. O laboratório de São Paulo chegou a paralisar a fabricação por conta da falta de insumos, o que atrasou o envio de um lote previsto para o fim de abril. Ainda não está claro se isso vai afetar a vacinação do grupo prioritário contra a Covid-19.

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O Ministério da Saúde ainda afirma que pretende contar com doses importadas. Atualmente é negociada a compra de 100 milhões da Pfizer. Mas ainda existem 20 milhões da Covaxin e outras 10 milhões da Sputnik V, essas ainda precisam de aprovação da Anvisa.

Grupo prioritário na vacinação contra a Covid-19

“Nesse momento, estamos vacinando de 60 a 64 anos. No próximo mês, vamos entrar no grupo de comorbidades. É um grupo bastante denso. São em torno de 17 milhões de brasileiros. Então, vamos usar a estratégia de faixa etária de vacinação”, explicou Francieli Fantinato, coordenadora do PNI.

O ministério ainda avalia incluir grávidas no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. Fantinato explica que gestantes já podem tomar a vacina caso tenham alguma comodidade. No entanto, a pasta pretende expandir isso.

Nesta semana, é esperada a divulgação de uma versão atualizada do Plano Nacional de Imunizações, já com a inclusão do grupo novo e com o cronograma de vacinação dos portadores de comorbidades. Até o momento, os estados estão definindo isso por conta própria.

Via G1