A liberação do imunizante Sputnik V não deve acontecer tão cedo no Brasil. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, no último sábado (27), a suspensão dos prazos de análises do pedido de uso emergencial da vacina russa contra Covid-19. O motivo? A ausência de documentos.

“Devido à ausência de documentos considerados importantes para a análise, conforme previsão legal, houve a suspensão da contagem dos prazos, até que a empresa apresente as informações descritas como ‘não apresentado’ no painel divulgado”, informou a agência.

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A suspensão foi divulgada um dia após a União Química ter entrado com um novo pedido na Anvisa para a liberação do uso emergencial da vacina russa. Em janeiro deste ano, o órgão devolveu um pedido de autorização do Sputnik V por falta de documentação farmacêutica do imunizante.

Apesar da suspensão do prazo, a Anvisa informou que dará andamento nas análises das demais informações fornecidas pela União Química.

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Doses da vacina Sputnik V contra Covid-19
Aprovação da Sputnik V pela Anvisa deve sofrer atrasos. Foto: Sputnik V/Divulgação

Novo atraso

O informe da Anvisa cai como um balde de água fria. Na última sexta-feira (26), Fernando Castro Marques, presidente do grupo União Química, revelou que com a aprovação, a empresa poderá começar a fabricar 8 milhões de doses da Sputnik V por mês.

No começo de março, representantes de 18 Estados e do Distrito Federal (DF) pressionaram a agência brasileira para maior celeridade na aprovação da vacina russa. Inclusive, estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina admitiram negociações antes mesmo da aprovação pela Anvisa.

No entanto, novas paralisações na aprovação do imunizante significam postergar ainda mais a fabricação da vacina contra Covid-19 no país, mesmo diante do cenário caótico observado nas últimas semanas.

Até o último sábado (27), o Brasil registrou 310.550 mortes e 12.490.362 de casos confirmados de Covid-19. Ao longo da última semana, inclusive, o país observou por três vezes a média de mortos acima dos 3 mil, quando contabilizados o número de óbitos em 24h.

Fonte: Agência Brasil