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O aplicativo de transporte Cabify vai dar adeus ao Brasil. Nesta sexta-feira (23), a startup espanhola anunciou que vai encerrar as suas operações em solo tupiniquim a partir do dia 14 de junho deste ano.

Segundo o comunicado enviado aos clientes, a empresa destacou que o cenário da pandemia de Covid-19 no Brasil tem dificultado seus serviços de carona compartilhada. E como suas operações dependem da mobilidade urbana, a companhia optou por encerrar o serviço no país, já que o caos sanitário brasileiro tem atrapalhado a rentabilidade da companhia.

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“Todos os motoristas parceiros, passageiros e empresas que utilizam seus serviços no país [Brasil] foram devidamente informados e a Cabify tem transmitido sua gratidão pela confiança depositada na empresa nos últimos 5 anos, desde sua chegada ao Brasil em 2016. A empresa continuará atenta às necessidades e oportunidades futuras de mobilidade neste mercado”, informou, em nota, a startup.

Logo do Cabify
Startup espanhola justifica saída por falta de rentabilidade e crise sanitária vivida no Brasil. Foto: alexfan32/Shuterstock

Ainda segundo a empresa, na Espanha e em países da América Latina, os índices de recuperação pré-pandemia chegaram a 75% no fim de 2020. Neste ano, o nível chegou a atingir 100%. No entanto, a startup não revelou o desempenho no Brasil.

Com a notícia, a Cabify se junta a empresas como Sony e Mercedes, que também tomaram a decisão de encerrar suas operações — ou parte delas — no Brasil.

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Passagem rápida

Desde que chegou ao Brasil em 2016, a Cabify viu um mercado bem competitivo no segmento de transportes — rivalizando com empresas como Uber e 99, por exemplo. No entanto, a startup sempre manteve um posicionamento mais “premium” em relação aos seus concorrentes.

A saída da empresa limitará as opções de serviços de transporte nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo, regiões atendidas pelo app.

Suas operações em Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Peru e Uruguai, no entanto, seguirão normalmente.

Fonte: Estadão