A prefeitura de Belo Horizonte vai financiar a vacina desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O valor que deve ser destinado para a produção do imunizante é de cerca de R$ 30 milhões, que vai ser dividido em seis parcelas.

De acordo com o Estado de Minas, os repasses para a instituição de ensino devem começar já em maio, com cerca de R$ 6 milhões. Após isso, em julho, agosto e setembro, o mesmo valor deve ser enviado.

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O valor vai ser usado para os testes de segunda fase com a vacina da UFMG. O dinheiro vai ser usado para a contratação de empresas terceirizadas, materiais, reagentes e melhorias na estrutura da instituição.

Em julho, a documentação para Anvisa deve começar a ser preparado. A expectativa é que os testes clínicos com a vacina comecem até novembro, ainda dentro do orçamento enviado pela prefeitura.

Vacina da UFMG

“As pessoas acham que são valores altos (R$ 30 milhões), mas se compararmos com o preço da tecnologia que temos importado, inclusive vacinas que estão escassas e que a gente não consegue ter acesso a elas, é estrondosa a diferença do preço da tecnologia nacional”, disse a reitora da UFMG, Sandra Goulart, na Assembleia Legislativa.

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“Isso é investimento em ciência. A UFMG foi escolhida como a universidade federal número 1 do Brasil. É um motivo de orgulho de BH e Minas Gerais. Então, a prefeitura vai garantir, sim, a continuidade dos estudos da fase 2 da vacina da UFMG. Nós conveniamos com a UFMG, isso está sendo feito ainda, tudo documentado”, disse o prefeito de BH, Alexandre Kalil, em entrevista à Globo.

“O problema de não comprar a vacina é um só, eu cheguei a dizer isso. Claro que assinei o protocolo, não sei o que vai acontecer. A conclusão que eu chego, pessoalmente, e o secretário de Saúde, de Planejamento e da Fazenda, é que não há vacinas para vendas para municípios e para estados. Essa foi a resposta da Janssen, AstraZeneca, do Butantan, com o qual tínhamos inclusive contrato assinado”, completou.

Esses ensaios serão divididos em três fases. A fase 1 tem como objetivo demonstrar segurança do imunizante. A 2 a taxa e imunização e a 3 finalmente mostra a eficácia. As duas primeiras etapas envolvem cerca de 500 candidatos. Já a 3 envolve de 30 a 40 mil voluntários para testarem a vacina.

A vacina da UFMG é uma das três vacinas brasileiras em testes atualmente. A primeira delas a ser anunciada é a ButanVac, feita pelo Instituto Butantan, em São Paulo. A segunda é desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

Via Estado de Minas