O Pentágono abriu uma investigação interna para averiguar um provável manuseio incorreto de dados sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) por parte dos militares dos Estados Unidos. O escritório do inspetor-geral quer avaliar as ações do Departamento de Defesa (DoD) em relação aos fenômenos aéreos não identificados (UAP, na sigla em inglês).

Um memorando publicado pelo departamento na segunda-feira (3) e assinado por Randolph Stone, inspetor geral assistente, destaca que a avaliação começa ainda neste mês de maio. “Podemos revisar o objetivo à medida que a avaliação prosseguir e consideraremos sugestões da gestão para objetivos adicionais ou revisados”, diz o documento.

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Ainda não se sabe quem decidiu iniciar a avaliação ou o motivo de fazer isso agora. Simultaneamente à investigação, o Congresso dos Estados Unidos aguarda um relatório, previsto para junho, de diversos órgãos de segurança sobre o que sabem do assunto. Há ainda quem reclame que parte desses departamentos e agências não estão cooperando totalmente com o compartilhamento de dados sobre os avistamentos de OVNIs.

Mas, nada disso tem muito a ver com visitantes de outros planetas. É muito mais provável que o escritório do inspetor geral do DoD queira saber porque aeronaves ou drones em grande altitude são ignorados enquanto cruzam os céus dos Estados Unidos.

O Pentágono é a sede do Departamento de Defesa. Imagem: David B. Gleason

“Você está analisando como é possível que o espaço aéreo militar restrito seja rotineiramente violado por meses ou anos e ninguém seja informado no Departamento de Defesa ou no Congresso”, disse o ex-subsecretário adjunto de defesa para inteligência Christopher Mellon, ao site Politico.

Normalmente, o escritório do inspetor-geral do Departamento de Defesa investiga irregularidades ou avalia como o Pentágono e outras divisões militares lidam com questões delicadas ou políticas. Além de iniciar as próprias investigações, o escritório pode responder a solicitações de denunciantes, membros do Pentágono e do Congresso.

Via: Futurism / Politico / The Debrief