Nem Jeff Bezos e nem Elon Musk. O posto de homem mais rico do mundo tem um novo dono: Bernard Arnault, dono do conglomerado de moda de luxo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy). De acordo com a Forbes, o patrimônio líquido do bilionário francês chegou a US$ 186,3 bilhões nesta segunda-feira (24), ultrapassando as fortunas do CEO da Amazon (US$ 186 bilhões) e mantendo-se na frente do dono da Tesla e SpaceX (US$ 143,3 bilhões).

Parte desse feito pessoal de Bernard Arnault deve-se ao bom desempenho de sua companhia no mercado de ações. Nas primeiras horas do pregão desta segunda, os papéis do grupo LVMH, que também inclui marcas como Fendi, Christian Dior e Givenchy, subiram 0,4%.

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Embora pareça “tímida”, a alta foi suficiente para elevar a capitalização de mercado do grupo em US$ 320 bilhões e a participação de Bernard Arnault em US$ 596 milhões.

Os números são ainda mais expressivos quando comparados aos valores do ano passado. O aumento do preço das ações do grupo LVMH fez com que o patrimônio de Arnault saltasse de US$ 76 bilhões em março de 2020 para US$ 186,3 bilhões, o que representa um avanço de mais de US$ 110 bilhões em pouco mais de um ano.

Isso fez com que o título de homem mais rico do mundo fosse alcançado por um europeu depois de quase seis anos. A última vez, inclusive, aconteceu em outubro de 2015, quando Amancio Ortega, dono da rede Zara, ultrapassou Bill Gates e chegou ao topo da lista da Forbes.

Fachada de loja da Louis Vuitton
Papéis do grupo LVMH têm demonstrado ótimo desempenho desde o início da pandemia de coronavírus. Foto: CervelliInFuga/Shutterstock

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Moda de luxo em alta

Nem mesmo a pandemia de coronavírus foi capaz de frear os negócios de Bernard Arnault. Durante o lockdown europeu, o grupo LVMH viu suas operações crescerem desenfreadamente, muito em função da alta demanda por compradores da China.

Não à toa, o grupo de Arnault registrou uma receita de US$ 17 bilhões apenas nos três primeiros meses deste ano. Para se ter uma noção do crescimento, os números representam uma alta de 32% em relação aos montantes reportados em 2020.

No mesmo período, rivais como François Pinault (dono do Kering Group), Alain Wertheimer e Gerard Wertheimer (netos do fundador da Chanel) e Françoise Bettencourt Meyers (fundador da L’Oréal) também viram suas fortunas aumentarem consideravelmente, o que indica bons horizontes para o setor de moda de luxo neste ano.

Apenas a bolsa poderá confirmar se Bernard Arnault seguirá ou não como o homem mais rico do mundo nesta segunda. Mas pelo andamento do pregão, o bilionário francês vai dormir tranquilamente, sabendo que ninguém mais poderá ultrapassar a sua riqueza. Ao menos, por ora.

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