Relatório divulgado pelo Facebook nesta quarta-feira (26) informa que a Rússia tem sido a principal fonte de fake news na rede social desde 2017. A empresa descobriu campanhas de desinformação em mais de 50 países desde então e deletou 150 perfis falsos.

Além da Rússia, as maiores fontes de notícias falsas são Irã, Mianmar, EUA e Ucrânia. “As operações de influência não são novas, mas nos últimos anos elas explodiram na consciência pública global”, diz o relatório. “Essas campanhas tentam minar a confiança nas instituições cívicas e corromper o debate público, explorando as mesmas ferramentas digitais que diversificaram a praça pública online e fortaleceram as discussões críticas, desde os movimentos Me too até o Black Lives Matter.”

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As redes sociais impulsionam movimentos legítimos como o ‘Me Too’ e o ‘Black Lives Matter”, mas também são palco de desinformação e propagação de notícias falsas.
Imagem: Michal Urbanek – Shutterstock

De acordo com o levantamento, os EUA, a Ucrânia, a Grã-Bretanha, a Líbia e o Sudão têm sido as vítimas mais frequentes das notícias falsas. A eleição presidencial americana de 2016 é considerada um “divisor de águas” para a desinformação, segundo o relatório. Mas, as técnicas usadas agora “são mais difíceis de executar, mais caras e menos prováveis ​​de sucesso”. 

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Fábrica de mentiras formada por veículos que se julgam “patriotas”

Uma reportagem do El País de 2018 descreveu todo o esquema de disseminação de fake news feito por uma organização de escritórios de São Petersburgo. De acordo com a matéria, centenas de pessoas trabalham, desde 2014, em um conjunto de escritórios na cidade portuária russa, com a missão de espalhar boatos pela Internet. O esquema é denominado “fábrica de mentiras” e foi denunciado ao jornal por Marat Mindiarov, que passou por aquela engrenagem durante dois meses.

Mindiarov contou que foi somente uma pequena peça em uma “máquina de propaganda” que, com o tempo, evoluiu e se diversificou se tornar um verdadeiro império da informação, do qual fazem parte pelo menos 16 veículos de comunicação de orientação “patriota”. 

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