Depois de várias reviravoltas no mercado, o governo chinês deve anunciar nos próximos dias uma nova regulamentação sobre o uso e o comércio de bitcoins. O país é o que mais minera criptomoedas do mundo e a decisão foi divulgada pelo governo chinês na última sexta-feira.

De acordo com a CNN Brasil, a informação foi anunciada pelo vice-premiê chinês, Liu He, em discurso para um grupo de investidores. 

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Liu afirma que o governo pretende reprimir a mineração e a comercialização de bitcoins, com foco na estabilidade financeira. No entanto, até o momento, ainda não foram divulgadas quais medidas deverão ser adotadas.   

Mercado em queda

Há muitos anos, a China restringe o comércio de criptomoedas no país. As novas medidas devem endurecer ainda mais a fiscalização, situação que deverá abalar ainda mais o mercado de criptomoedas no mundo. Isso porque o país é responsável por 75% da mineração de bitcoin de todo o mundo. 

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Até domingo, por exemplo, os preços do bitcoin tiveram uma queda de 13%, sendo negociada a US$ 36 mil por moeda, valor bem abaixo dos US$ 64 mil atingidos em abril. A ameaça de regulamentação já causou inúmeros abalos no mercado financeiro. 

As ações da empresa chinesa de mineração BIT Mining caíram 23% na bolsa de Nova York na última sexta-feira, e as da Huobi Technology, 22% nesta segunda-feira.

Uma nova regulamentação da China sobre o uso e comércio de bitcoins deve causar nova reviravolta no mercado de criptomoedas. Imagem: reprodução Shutterstock

Além disso, a possível regulamentação do comércio de bitcoins pelo governo chinês já está causando a saída das principais mineradoras do país.

A HashCow, detentora das maiores fazendas de mineração do mundo, anunciou que pretende encerrar as vendas para clientes chineses e que reembolsará quem já pagou por uma máquina sem o devido faturamento. Em nota, a empresa chinesa informou que apoia qualquer decisão anunciada pelo governo no setor. 

Já o CEO da BIT.TOP, Jiang Zhuoer, disse que a empresa pretende minerar nos Estados Unidos, em um pronunciamento que já descarta novos serviços para clientes que vivem na China. “Não podemos correr o risco da regulamentação”, afirmou Zhuoer.