Na manhã desta quinta-feira (27), a reunião virtual do ministro da economia, Paulo Guedes, com empresários foi invadida por internautas estrangeiros. A videoconferência foi interrompida por vídeos pornográficos.

Além das imagens, o discurso do ministro brasileiro no evento Coalizão Indústria foi abafado por músicas e gritos em outros idiomas. A principal língua ouvida no momento foi o inglês e nomes escritos no alfabeto cirílico apareceram na tela. Como Paulo Guedes estava no local, a fala dele não chegou a ser interrompida pela invasão.

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Toda a situação durou cerca de dois minutos. O ministro da economia estava presencialmente no encontro, em Brasília, com poucos convidados, enquanto outros participantes e jornalistas assistiram à reunião de forma remota. O evento virtual conta com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e reúne 15 entidades.

Durante sua fala, o ministro tratou de temas como emprego e a Covid-19. Em mensagem aos participantes, Paulo Guedes defendeu a vacinação em massa da população contra o vírus, para sustentar a retomada da economia. Ele também se solidarizou com as famílias e amigos das vítimas da doença.

Zoom Bombing

27.mai.2021 - Reunião virtual com participação de Guedes teve invasão com vídeos pornográficos - Reprodução
A reunião com Paulo Guedes foi invadida, com o uso de vídeos pornográficos. Imagem: Reprodução

O ‘Zoom bombing’, prática de invadir reuniões pelo Zoom, plataforma de videoconferência, ficou conhecido no começo da pandemia de coronavírus. As invasões não têm um objetivo e acontecem apenas para atrapalhar as chamadas de vídeo com conteúdo impróprio.

Em nota ao portal UOL, a Coalizão Indústria afirmou que o evento sofreu a interferência de terceiros, por alguns minutos. Segundo a organização da conferência, os invasores usavam nomes de jornalistas credenciados, com áudios e imagens externos. Logo, os perfis foram excluídos.

“A transmissão para o público não houve interferências e ocorreu normalmente. A Coalizão Indústria informa ainda que vai apurar os fatos e pede desculpas aos repórteres presentes na transmissão pelo inconveniente”, completa a nota.

Para se proteger dessas invasões, a recomendação é que os usuários evitem compartilhar os links de reuniões públicas amplamente.

Via: UOL / Agência Brasil

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