Um grupo de pesquisadores da Universidade de Amsterdam, na Holanda, descobriu uma maneira de rearranjar a estrutura do DNA humano e deixá-lo com a estrutura similar à do DNA de um mosquito. Para isso, eles precisaram descobrir quais eram as principais diferenças estruturais entre o código genético humano e o do inseto, e assim, depois, como transformar um no outro.

No início, duas equipes de cientistas trabalhavam de forma independente para descobrir aspectos da estrutura genômica de uma série de espécies. Nessas observações, eles conseguiram perceber duas coisas importantes sobre os mosquitos: eles têm cromossomos frouxamente dobrados e possuem uma única proteína chamada condesina II.

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Enquanto isso, outras espécies, como os humanos, têm seus cromossomos fortemente enrolados. Porém, ao desativar a condesina II nos humanos, os pesquisadores conseguiram fazer o DNA humano se remodelar e ficar bastante similar aos cromossomos dos mosquitos. Essa pesquisa é importante, não para saber se é possível criar um híbrido de humano com inseto, mas para tentar desvendar o funcionamento da vida e sua evolução.

A bióloga Claire Hoencamp, que estuda sobre câncer na Universidade de Amsterdam, percebeu que poderia provocar o DNA humano a desembrulhar seus cromossomos que são enrolados e remodelar-se em uma estrutura mais flexível, similar ao DNA do mosquito, que se assemelha a livros posicionados um ao lado do outro em uma biblioteca.

Nos Estados Unidos…

Aedes aegypti
Imagem de um mosquito Aedes aegypti. Imagem: frank60/Shutterstock

Enquanto isso, a geneticista da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, Olga Dudchenko, percebeu que basicamente todas as espécies se enquadram em uma dessas duas categorias. No entanto, algumas foram e voltaram ao longo de sua história evolutiva, o que é uma versão natural dos experimentos realizados por Hoencamp.

Porém, ainda existe um mistério a ser resolvido pelas duas, que é descobrir se há uma vantagem evolutiva em “desligar” a condesina II. Para Dudchenko, a ligeira mudança genética pode impactar a capacidade de sobrevivência, mas as pesquisadoras ainda não sabem como. Além disso, elas pretendem descobrir o que fez com que algumas espécies mudassem suas estruturas cromossômicas ao longo do tempo.

Via: Futurism

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