A Marinha dos Estados Unidos vem tendo alguma dor de cabeça com a aquisição de peças de reposição para seus submarinos de ataque rápido com propulsão nuclear.

Em cerca de oito anos, os militares tiveram que trocar mais de 1.600 peças entre as embarcações da classe Virginia, isso apenas para mantê-los operacionais. Boa parte desses componentes deveriam durar mais de três décadas, porém, seu desgaste começou muito tempo antes do previsto.

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De acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono), os submarinos são embarcações cruciais para a presença americana nos mares, sendo uma tentativa da Marinha dos EUA de conter o rápido crescimento da frota de navios chineses.

Segundo o departamento, essas embarcações são capazes de atingir navios de superfície com torpedos ou atacar alvos terrestres com mísseis de cruzeiro Tomahawk, o que fez desses submarinos os mais mortais da Marinha dos EUA.

Classe Virginia é o submarino mais mortal da Marinha dos Estados Unidos. Crédito: Wikiedia Commons

Por conta desse nível de importância, o Pentágono e a Marinha não podem se dar ao luxo de manter esses submarinos fora de serviço por muito tempo, o que potencializa o tamanho do problema. Isso acende um sinal amarelo em alguns especialistas sobre o atraso da manutenção da Marinha, que pode não estar investindo o suficiente para garantir a atualização contínua de sua infraestrutura.

Pior momento possível

Nesse mesmo momento, o Congresso americano aumentou a pressão para que a Marinha aumente a produção de submarinos nucleares, subindo de duas para três embarcações por ano. “As peças estão falhando mais rapidamente do que imaginamos originalmente, então temos que voltar e encontrar fontes alternativas para essas peças”, disse o secretário da Marinha Thomas Harker em uma audiência do comitê do Senado americano, acompanhada pela Bloomberg, na terça-feira (22).

Segundo Harker, algumas peças estão expostas à corrosão causada por interações galvânicas complexas, algo que não havia sido previsto em alguns ambientes operacionais. Essas interações ocorrem, em geral, quando duas superfícies de metais diferentes ficam em contato por longos períodos de tempo.

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Esses problemas geram a necessidade de trocar algumas peças entre embarcações, o que pode gerar riscos extras e aumentar substancialmente a carga de trabalho. Agora, a missão da Marinha é se antecipar a esses problemas e, provavelmente, ajustar os planos futuros para as próximas gerações de embarcações.

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