Nesta quarta-feira (23), a Academia de Tecnologia de Veículos de Lançamento (CALT) da China, anunciou que pretende enviar sua primeira missão tripulada a Marte em 2033, que será seguida por voos frequentes. As missões fazem parte de um plano de longo prazo para construir uma base habitada permanente no planeta vermelho e extrair seus recursos.

Plano ambicioso da China intensificará uma corrida com os EUA para estabelecer presença humana no Planeta Vermelho. Imagem: Supamotion – Shutterstock

Em um discurso por videochamada na Conferência Global de Exploração Espacial (GLEX 2021), na Rússia, o chefe do CALT, Wang Xiaojun, falou sobre a estratégia de três etapas do país para futuras missões a Marte, de acordo com o jornal estatal Global Times.

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O plano ambicioso, que intensificará uma corrida com os EUA para estabelecer presença humana no nosso vizinho, foi revelado em detalhes pela primeira vez.

Em meados de maio a China chegou ao planeta com o jipe robótico Zhurong. Segundo Xiaojun, além do voo de 2033, lançamentos tripulados rumo a Marte estão planejados para 2035, 2037 e 2041, pelo menos.

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Antes disso, porém, a China enviará novos robôs a Marte para estudar possíveis locais para a base e para desenvolver sistemas de extração de recursos.

Afinal, para a habitação humana em Marte, as equipes deverão recorrer a qualquer água sob a superfície do planeta, produzir oxigênio no local e gerar eletricidade.

A China também precisa desenvolver a tecnologia para enviar os astronautas de volta à Terra. Uma missão não tripulada de ida e volta para obter amostras de solo marciano é esperada até o final de 2030.

Já no início da década de 2040, o país espera estabelecer uma “frota de carga Terra-Marte em grande escala” para o “desenvolvimento em grande escala do Planeta Vermelho”.

“Escada do céu”: China tem planos ousados

O país espera usar a energia nuclear para permitir que as primeiras tripulações viajem a Marte, de acordo com Wang. O cientista até mencionou uma “escada do céu”, essencialmente um tipo de elevador espacial, que poderia transportar cargas e tripulações para a Lua por apenas 4% do custo atual. 

Isso envolveria uma cápsula viajando ao longo de um cabo composto por nanotubos de carbono para uma estação espacial antes de ser relançada em direção à Lua.

Essas ideias podem mais parecer ficção científica neste momento. Mas, se o histórico recente da China servir de referência (o país conseguiu enviar rovers para a Lua e Marte, bem como estabelecer uma estação espacial em órbita ao longo de apenas alguns anos), não é difícil que se concretizem.

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