Arqueólogos holandeses desenterraram um canal e uma estrada que levam a antigos acampamentos militares do Império Romano, ligados a um patrimônio cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Segundo a consultoria RAAP, a maior no campo da arqueologia na Holanda, o conjunto formado pelo canal e estrada romanos têm cerca de 10 metros de largura, e foram descobertos na região de Nijmegen (“Nimega”, na tradução direta), que, segundo a UNESCO, é a cidade mais antiga de toda a história da Holanda, originalmente fundada no ano 5.

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Imagem mostra a estrada e o canal que remontam ao Império Romando, próximos de região onde fica um patrimônio cultural da UNESCO
Imagem: RAAP/Divulgação

De acordo com os especialistas, os acampamentos militares que existiam antes da fundação da cidade eram amplamente usados pelo Exército Romano, em virtude de sua posição estratégica: ela oferecia ampla cobertura natural e vistas diretas ao rio Waal e ao vale Rhine.

Na última semana, a UNESCO já havia nomeado, pelas imediações do canal, o próprio acampamento romano como patrimônio cultural, assegurando a ele direitos de proteção global contra eventuais danos não naturais. Por exemplo, devido às regras globalmente aceitas em convenção, governo ou empresa de nenhum país pode derrubar um patrimônio histórico para construir outra estrutura no local — e serviços do tipo são limitados exclusivamente à reparação de danos e conservação de itens que se ali se encontram.

No ano de 69, os Batavi — habitantes originais da região — se revoltaram e fundaram uma vila nos arredores, prontamente destruída pelos romanos no conflito. Após o episódio, o exército fundou mais acampamentos e posicionou a Legio X Gemina, uma das quatro principais legiões usadas pelo Imperador Julio Cesar, no local. Eventualmente, os acampamentos cresceram e tornaram-se cidades completas.

Segundo os arqueólogos, o canal e a estrada estão bem conservados, com marcas de trânsito indicando o uso da estrada para transporte de soldados e suprimentos em veículos como carroças e bigas.

“Essa estrada romana, como seu pavimento original em cascalho, está bem conservada, e oferece novos insights na rede de transporte de aproximadamente dois mil anos atrás”, disse à AFP Eric Noord, arqueólogo que lidera o projeto.

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