Um estudo preliminar feito pelas universidades de Yale e Stanford com 340 mil pessoas analisou os efeitos das máscaras de proteção contra a Covid-19 em Bangladesh, na Ásia. Os resultados indicam que grupos que usaram máscaras com maior eficiência de filtragem registraram uma redução nas contaminações pelo coronavírus.

O estudo dividiu os evolvidos em dois grupos: os que usaram máscaras no período e tiveram um incentivo para utilizarem uma proteção mais resistente; e o grupo que não utilizou proteção, ou usou pouco, durante o período.

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A pesquisa foi publicada pela organização Innovations for Poverty Action e ainda não passou por revisões e nem foi publicada em revista científica. O estudo chega no momento em que os Estados Unidos começaram a registrar um aumento da variante Delta após o uso obrigatório de máscara ser removido em diversas regiões.

Máscaras contra a Covid-19

Outros estudos já haviam confirmado a eficácia das máscaras contra a Covid-19. No entanto, essa é a primeira pesquisa a fazer isso em uma larga escala. Anteriormente, os registros eram feitos em laboratórios ou com um número baixo de participantes.

“Não limitamos o acesso às máscaras do grupo de controle para pesquisa. Mesmo enquanto a coleta de dados estava sendo concluída, nós garantimos, pessoalmente, doações de mais de 100 milhões de máscaras para distribuir gratuitamente em Bangladesh porque a pesquisa havia mostrado efeitos positivos”, disse Ahmed Mushfiq Mobarak, coautor do estudo e professor de Economia na Universidade de Yale.

Os números mostram que o grupo estimulado a usar máscara teve uma redução de 9,3% na prevalência de pessoas infectadas com Covid-19 em relação ao grupo que não teve incentivo para usar a proteção. Em quem usou apenas máscara cirurgia contra o vírus, a redução foi ainda maior, de 11,2%.

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