O engenheiro Ben Scott-Geddes é conhecido por esportivos respeitáveis como o McLaren F1 e experimentais como o Caparo T1, aquele que lembra um monoposto. Agora, o britânico — que também trabalhou na Ferrari SF90 híbrida — embarcou em um projeto que lança uma proposta diferente: o Fering Pioneer, um 4×4 elétrico construído para andar em terrenos desafiadores como a Antártida e a Floresta Amazônica.

À primeira vista, o Pioneer parece, pela altura ameaçadora e pelos pneus enormes, um 4×4 elétrico bastante agressivo. Mas, na verdade, o carro foi projetado sob um conjunto de ajustes que o fazem ter um peso de uma SUV padrão: um total de 1.500 kg, apesar da aparência de Ford Transit.

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A base do Pioneer é um chassi modular de alumínio. Cada eixo tem seu próprio motor elétrico e cada roda é suspensa de forma independente com seu próprio cubo de engrenagem, o que melhora a potência do torque.

O Fering Pioneer também traz um trem de força com dois motores elétricos Yasa P400 para os eixos dianteiro e traseiro, mais um propulsor de 800 cc — um Smart turbodiesel com cerca de 95 cv — para reabastecer a bateria de 20 kWh. O carro chega à velocidade máxima de 128 km/h, mas com a potência elétrica, despenca para 80 km/h.

Atualmente, a Fering, fabricante do jipão com peso de SUV, conta com 20 pessoas, entre elas empresários, engenheiros, projetistas e um especialista em logística de expedição. O Pioneer vem sendo desenvolvido há 18 meses, com os esboços de design começando a tomar forma há um ano.

Fering Pioneer 4x4
Pioneer entrou em fase de testes finais e deve estar pronto para produção no 1º semestre de 2022 (Fering/Divulgação)

Fering promete 7.000 km de autonomia e pode ser abastecido com etanol

Scott-Geddes afirma que, em regiões remotas, o Pioneer é capaz de aguentar impressionantes 7 mil quilômetros de distância, entre paradas para combustível ou recarga elétrica. Vale observar, no entanto, que estas estatísticas ainda não foram comprovadas por uma instituição independente, nem contam, obviamente, para a mobilidade elétrica. Somente com a bateria, o Pioneer 4×4 elétrico viaja cerca de 80 km.

 “Até então, você precisava transportar combustível para regiões remotas se quisesse operar veículos”, afirmou o engenheiro à Autocar. “Podemos ajudar a mudar isso e fazê-lo com um dano mínimo ao meio ambiente.”

Caso o motorista precise reabastecer os tanques suplementares, não é problema: a empresa afirma que é possível utilizar etanol ou álcool, por exemplo, no Brasil, e células de hidrogênio na Ásia e na América.

Fering Pioneer
Pioneer atinge velocidade máxima de 128 km/h (Fering/Divulgação)

As baterias são de óxido de lítio de titânio. A opção por esse tipo de bateria, de acordo com Scott-Geddes, se deu porque elas funcionam melhor em condições frias e são mais resistentes ao fogo — embora sejam 15% menos eficientes do que as convencionais de íon de lítio.

A maioria dos componentes do Pioneer também é projetada para reduzir os custos de fabricação e aumentar as possibilidades de reparo na estrada. A mecânica e a suspensão do projeto também seguem a mesma proposta, uma vez que as rodas de 22,5” são escolhidas especificamente para abrigar pneus de caminhão baratos e disponíveis no mercado.

O protótipo do Pioneer 4×4 entrou em fase de testes finais e avaliações de clientes e deve estar pronto para produção no primeiro semestre de 2022.

Via Auto Evolution

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