Um estudo recente descobriu que mulheres que são infectadas pela Covid-19 durante a gravidez apresentam um elevado risco de desenvolverem pré-eclâmpsia. Essa condição é relativamente comum em gestantes, sendo uma das principais causas de morte de mães e bebês ainda no útero.

A pré-eclâmpsia consiste no aumento repentino da pressão arterial após a 20ª semana de gravidez. Alguns dos sintomas dessa condição são bastante parecidos com sinais normais da gravidez, como inchaço nas mãos, na face e nos pés.

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Os sintomas também podem incluir fortes dores de cabeça, visão turva e falta de ar. Porém, por conta de semelhanças com sinais comuns da gravidez, muitas mulheres sequer notam os sintomas, outras, porém, acabam relatando poucos sinais, o que dificulta bastante o diagnóstico.

62% mais chances

Medição de pressão arterial
Pré-eclâmpsia consiste no aumento repentino da pressão arterial em gestantes após a 20ª semana de gravidez. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Segundo os pesquisadores, mulheres grávidas que foram infectadas pela Covid-19 tiveram 62% mais chances de desenvolverem a pré-eclâmpsia em comparação com as que não contraíram a doença durante a gestação.

De acordo com o médico e professor de Obstetrícia e Genética Molecular da Universidade Estadual Wayne, em Detroit, nos Estados Unidos, Roberto Romero, a associação foi bastante consistente em todos os subgrupos predefinidos.

Além de ter sido associada ao aumento das chances de pré-eclâmpsia, a infecção pela Covid-19 também gerou casos mais graves da condição. Para chegar aos resultados, a equipe de Romero analisou os dados de mais de 720 mil mulheres, dessas, mais de 15 mil tiveram Covid-19.

Chances maiores em casos sintomáticos

De acordo com Romero, tanto a infecção sintomática, quanto a assintomática, causaram um aumento significativo no risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia. Contudo, as pacientes que apresentaram sintomas tinham uma chance ainda mais alta de desenvolver essa condição.

A pré-eclâmpsia é a causa de mais de 76.000 mortes maternas e 500.000 mortes de recém-nascidos todos os anos. A condição pode afetar fígado, rins e cérebro, além de causar convulsões e hemorragia intracraniana, que é a principal causa de mortes de mulheres em decorrência do distúrbio.

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Algumas mulheres também podem desenvolver cegueira e terem a saúde reprodutiva seriamente comprometida. Já os bebês, tendem a desenvolver restrição no crescimento intra-uterino, o que pode causar a morte ainda dentro do útero.

Via: Medical Xpress

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