Gavin Newsom, atual governador da Califórnia (EUA), anunciou que o estado começará a exigir que crianças em idade escolar sejam vacinadas contra Covid-19 para que possam frequentar às aulas. A movimentação torna o estado o primeiro do país a fazer da imunização uma obrigatoriedade.

De acordo com o gabinete oficial, a vacinação contra Covid-19 entrou para a lista de outras imunizações exigidas pelo estado para que crianças possam frequentar as escolas com segurança, entre elas: caxumba, rubéola e sarampo.

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“Nossas escolas já exigem vacinas contra sarampo, caxumba e outras. Por quê? Porque as vacinas funcionam. Trata-se de manter nossos filhos seguros e saudáveis”, disse o governador, por meio de sua conta, no Twitter.

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (1), Newsom afirmou que a ideia é implementar a regra para escolas públicas e privadas.

“Estamos empenhados em manter estudantes e professores seguros dentro das salas de aula”, diz o comunicado liberado pelo Twitter da conta oficial do governo local.

Food and Drug Administration (FDA), órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos, já havia aprovado o uso da vacina das farmacêuticas Pfizer e BioNTech contra a Covid-19 para uso em crianças de 12 a 15 anos em maio deste ano, mas apenas em caráter emergencial.

Agora, o governador espera aprovação completa para dar início à iniciativa, bem como solicitar aprovação também para crianças menores, com idades entre 5 e 11 anos. A ideia é que já a partir de janeiro de 2022 a exigência já esteja em pleno vigor.

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Cuba foi o primeiro país do mundo a começar imunizar crianças e adolescentes contra a Covid-19, em setembro deste ano, liberando o imunizante para aplicação na população com idade entre 2 e 18 anos.

A intenção era exatamente deixar os jovens protegidos antes de liberá-los para o retorno às aulas, que estão previstas para iniciarem na próxima segunda-feira, 4 de outubro.

As duas vacinas utilizadas na ação, no entanto, foram desenvolvidas na própria ilha e não foram aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em junho, a China já havia aprovado o uso da Coronavac em caráter emergencial em crianças a partir dos 3 anos de idade. A aplicação do imunizante apenas recebeu autorização, mas sem previsão de ser efetivamente aplicado.

À época, um representante da Sinovac, fabricante responsável pelo imunizante, afirmou que as datas serão decididas pela Comissão Nacional de Saúde segundo necessidades de prevenção e controle de epidemia da China.

Crédito da imagem principal: Shutterstrock

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