O segundo semestre de 2021 não está sendo nada fácil para o Facebook. Recentemente, a empresa foi acusada de favorecer celebridades em suas redes sociais, permitindo que as políticas de conteúdo não se aplicassem nesses perfis. Outra grande polêmica foi a denúncia de que a companhia sabe que o Instagram é prejudicial para saúde mental de adolescentes.

Até então, a autora das denúncias se mantinha em segredo, mas ela resolveu revelar sua identidade em uma entrevista ao jornal 60 Minutes, junto com novas declarações polêmicas. Frances Haugen ingressou no Facebook em 2019 e atuou como gerente de produto até maio deste ano.

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A ex-funcionária guardou diversos documentos internos da empresa, incluindo pesquisas e apresentações de slides. Haugen disse que já atuou em outras redes sociais, mas que tudo que acompanhou no Facebook foi muito pior.

“O Facebook, repetidamente, mostrou que prefere o lucro à segurança”, afirmou Haugen.

polegar virado para baixo imitando like do facebook
Ex-funcionária afirma que Facebook sabe que o algoritmo favorece fake news. Imagem: Daniel Chetroni/Shutterstock

Ao comentar sobre a presença de conteúdo extremista e fake news na plataforma, a ex-funcionária afirmou que o Facebook sabia que os algoritmos favoreciam essas postagens, mas não conseguiu implantar medidas capazes de combate-los. “O Facebook percebeu que, se mudarem o algoritmo para ficar mais seguro, as pessoas passarão menos tempo no site, clicarão em menos anúncios e ganharão menos dinheiro”, justificou Haugen.

Haugen ainda disse que a falta de combate a esse tipo de conteúdo pode ter sido um fator que favoreceu a invasão ao Capitólio dos EUA, no dia 6 de janeiro, bem como o aumento da desinformação durante as eleições de 2020, quando Joe Biden se tornou presidente dos Estados Unidos.

Após a divulgação dos conteúdos, Haugen denunciou o Facebook na Securities and Exchange Commission, um órgão federal dos EUA que é responsável pela regulamentação dos mercados financeiros. De acordo com a denunciante, o Facebook toma medidas internas que não condizem com o que é divulgado na mídia.

Também foram realizadas conversas a fim de esclarecer as denúncias com legisladores da França e Grã-Bretanha.

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Um porta-voz do Facebook afirmou que as denúncias desconsideram os investimentos da empresa na segurança das suas plataformas. Além disso, o funcionário relatou que a companhia está disposta a responder quaisquer perguntas que os órgãos reguladores tenham sobre o seu funcionamento.

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