Uma nova pesquisa comandada por cientistas de duas instituições dos EUA descobriu a razão de um tipo específico de câncer cerebral ser tão adaptável e perigoso. Conhecido como glioblastoma multiformes, este tumor se notabiliza por escapar das abordagens dos tratamentos convencionais.

Os glioblastoma multiformes são um tipo relativamente comum de câncer cerebral  que se originam da Glia, que é o tecido que dá suporte ao cérebro. Eles têm um ritmo acelerado de crescimento e se espalham pelo cérebro, chegando, muitas vezes, à medula espinhal.

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Gruda no cérebro

Em latim, glioma significa “tumor de cola”, o nome foi dado porque esse câncer se firma no cérebro e nas células nervosas. Por conta disso, é muito difícil fazer qualquer intervenção cirúrgica nos pacientes acometidos com esse tipo de câncer cerebral, já que é muito difícil cortá-lo.

Atualmente, o tratamento convencional é composto por uma delicada cirurgia, seguida de radioterapia e, por último, quimioterapia. O tratamento com medicamentos é muito complicado, já que as células tumorais deste tipo de câncer têm relativa facilidade em escapar deste tipo de abordagem.

‘Fogem’ dos medicamentos

Células cancerosas conseguem se adaptar às abordagens tradicionais de quimioterapia. Imagem: BrianAJackson – iStockphoto

Aí é que entra a descoberta dos pesquisadores, que vêm da Universidade de Connecticut e do Laboratório Jackson, ambos nos EUA. De acordo com os cientistas, as células deste tipo de tumor cerebral podem mudar quais genes expressam reações em resposta ao estresse ambiental.

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Isso significa que quando elas são atacadas por medicamentos anticâncer, elas modificam seus genes por si mesmas. Com isso, elas conseguem se cobrir ou se descobrir enquanto o medicamento as ataca, aumentando substancialmente as chances de sobrevivência dos tumores.

“Este artigo destaca um mecanismo pelo qual o tumor potencialmente se adapta aos nossos métodos de tratamento”, declarou o líder do estudo, Ketan Bulsara. “Ao compreender esses métodos de evasão que o tumor utiliza, podemos neutralizá-los de forma mais eficaz”, completa o pesquisador.

Via: Medical Xpress

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