Uma equipe composta por pesquisadores de uma série de instituições na França registrou os detalhes e características de um vulcão submarino que nasceu em 2018. No estudo, publicado na revista Nature Geoscience, o grupo descreve o vulcão como a maior erupção submarina já registrada.

No segundo trimestre de 2018, sismômetros sugeriram que algo estava se formando no fundo do mar entre o Malawi, na África, e Madagascar, perto da ilha francesa de Mayotte.

publicidade
Cientistas pesquisaram a crista vulcânica ao largo da costa de Mayotte. Imagem: DOI: 10.1038 / s41561-021-00809-x

Intrigados, os pesquisadores instalaram vários desses equipamentos no fundo do mar e monitoraram o local com instrumentos de sonar. Ao longo dos meses seguintes, a equipe registrou milhares de eventos vibracionais, alguns vindos de 20 a 50 quilômetros abaixo do fundo do mar, que eram muito mais profundos do que o esperado.

Erupção vulcânica submarina gerou onda de tremores e formou elevação de 820 m 

Ao observar seus dados e as imagens que criaram a partir deles, a equipe foi capaz de ver que uma montanha vulcânica havia se formado no fundo do oceano – e que ainda estava crescendo. 

A equipe continuou a monitorar o novo vulcão e armazenou dados sobre seu nascimento. No momento em que a erupção foi concluída, os pesquisadores já tinham o suficiente para descobrir como ela havia se formado. 

Leia mais:

De acordo com o site Phys, eles descobriram que o processo começou como uma grande câmara de magma no manto, logo abaixo da crosta. O movimento tectônico então quebrou a rocha, permitindo que o magma subisse e se formasse em uma espécie de dique. Essa atividade inicial desencadeou uma onda de tremores. 

Em seguida, o magma subiu até o fundo do mar e escapou para a água, onde resfriou e endureceu no topo das camadas anteriores. O vulcão chegou a atingir uma altura de 820 metros. 

Estima-se que o volume de lava expelida do novo vulcão foi de aproximadamente cinco quilômetros cúbicos – tornando-se a maior erupção submarina já registrada.

Os pesquisadores sugerem que é possível que o vulcão possa entrar em erupção novamente em um futuro próximo, ou que outros vulcões nas proximidades possam se tornar ativos. De qualquer forma, esses e outros cientistas continuarão monitorando toda a área, observando e esperando para ver o que ainda pode acontecer.

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!