O banco Barclays pediu mudanças à Walt Disney para conter e reverter a desaceleração do crescimento do serviço de streaming da companhia, o Disney+. A solicitação afetou a companhia de mídia em Wall Street, na segunda-feira (18), fazendo com que a empresa do Mickey sofresse um raro rebaixamento na bolsa, com as ações caindo 3%.

O rebaixamento feito pelo Barclays aconteceu após três anos da plataforma. No mês de setembro, Bob Chapek, CEO da Disney, já havia informado que o Disney+ sofreu uma desaceleração no número de assinantes globais pagos. A perspectiva é de que o serviço cresça, no quarto trimestre, “um dígito baixo”, ainda assim em milhões, mas menores se comparados com os 58,5 milhões do trimestre anterior.

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“Embora a empresa (Disney) pareça ter como alvo um novo conteúdo por semana, nem todo conteúdo tem o mesmo valor de franquia ou visibilidade”, disse Kannan Venkateshwar, analista do Barclays, em entrevista à Reuters. Plataformas rivais, como Netflix, Amazon Prime Video ou mesmo Apple TV+ têm uma abordagem diferente, com conteúdo original para os assinantes.

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A plataforma de streaming Disney+ se destaca pelo conteúdo da Marvel e de ‘Star Wars’. Imagem: Shutterstock

Anteriormente, o Barclays tinha classificado o Disney+ como “desempenho superior”. Agora, a plataforma de streaming que conta com as produções da Marvel e de ‘Star Wars’ ficou como “peso igual”. A desaceleração de assinantes, ainda segundo o banco, não pode ser atribuída ao aumento nas adesões em 2020, ano em que as plataformas saltaram por causa da pandemia da Covid-19, quando as pessoas buscavam entretenimento dentro de casa.

A meta da Disney é atingir entre 230 e 260 milhões de assinantes até o final do ano fiscal 2024. Para isso, precisa dobrar o atual ritmo de crescimento e chegar no mesmo nível da Netflix. Atualmente, de acordo com dados do fechamento do primeiro semestre, o Disney+ somava 116 milhões de usuários pagos, mais que o dobro do número do ano anterior.

Via: Reuters / Broadband TV News

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