Um vídeo gravado por um turista dinamarquês chamado Hans Henrik Haahr, em agosto deste ano, mostra o exato momento em que uma mãe elefanta atacou com sua tromba e pisoteou um crocodilo até a morte. Tudo após o réptil tentar devorar os filhotes do mamífero.

A filmagem foi feita no rio Baines, no Vale do Baixo Zambeze, na Zâmbia, e divulgada nas redes sociais do Acampamento Baines River, na Zâmbia.

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“Os convidados testemunharam este espetáculo dramático entre dois dos animais mais temidos da África. Talvez este tenha sido um ataque de vingança alimentado por tentativas anteriores de emboscada de muitos crocodilos em seus filhotes ou no rebanho maior. Embora essa filmagem possa ser difícil de assistir, ela demonstra como a vida é dura e crua na selva”, escreveu o Acampamento Baines River na publicação.

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Irmãos de elefantes podem influenciar no tempo de vida e peso do animal

Um estudo de elefantes asiáticos semi-cativos em Mianmar descobriu que os animais se beneficiam de ter irmãs mais velhas mais do que irmãos mais velhos. Os resultados foram publicados no Journal of Animal Ecology da British Ecological Society.

Um time de cientistas na Finlândia, no Reino Unido e em Mianmar descobriu que os irmãos elefantes asiáticos influenciam os filhos mais jovens. Ou seja, ser criado com irmãos mais velhos aumentou fortemente a sobrevivência a longo prazo em comparação a não ter um irmão, com as irmãs mais velhas tendo um impacto maior do que os irmãos mais velhos.

Em elefantes fêmeas criadas com irmãs mais velhas tiveram maior sobrevivência a longo prazo e se reproduziram pela primeira vez, em média, dois anos antes, em comparação com aquelas com irmãos mais velhos. A reprodução mais cedo geralmente está associada a mais descendentes ao longo da vida de um elefante.

Elefantes machos criados com irmãs mais velhas tiveram menor sobrevivência, porém, maior peso corporal, em comparação com aqueles com irmãos mais velhos. Esse efeito pode ser explicado por uma estratégia de ‘viver rápido, morrer jovem’, em que o aumento precoce positivo na massa corporal pode levar a custos de sobrevivência mais tarde na vida.

“Nossa pesquisa confirma que os relacionamentos entre irmãos moldam a vida dos indivíduos, particularmente em espécies sociais, como os elefantes, onde os comportamentos cooperativos são essenciais para o desenvolvimento, sobrevivência e reprodução potencial dos indivíduos”, explicou a Dra. Vérane Berger, da Universidade de Turku.

As consequências a longo prazo dos efeitos dos irmãos são pouco estudadas em animais de vida longa. Uma das razões para isso é que os desafios logísticos dos estudos de campo tornam difícil investigar os efeitos ao longo de toda a vida de um animal.

No estudo, os pesquisadores conseguiram superar a barreira focando em uma população de elefantes madeireiros semi-cativos de propriedade do governo em Mianmar, para a qual são mantidos registros de extensas histórias de vida.

Durante o dia, esses elefantes são usados ​​para montaria, transporte e tração. Enquanto no período da noite, os animais vivem sem supervisão nas florestas e podem interagir e acasalar com elefantes selvagens e domesticados. 

Para a Dra. Mirkka Lahdenperä da Universidade de Turku, “como os elefantes vivem em seus habitats naturais, existem muitas semelhanças com os elefantes selvagens” e por mais que haja diferenças, “há mais semelhanças do que diferenças e poderíamos supor que algumas das associações encontradas em nosso estudo também seriam verdadeiras para elefantes selvagens.”

Os pesquisadores usaram um grande conjunto de dados de elefantes asiáticos para observar a influência da presença e do sexo dos irmãos mais velhos na massa corporal, reprodução, sexo e sobrevivência do próximo bezerro. Os registros continham informações sobre reprodução e longevidade de 2.344 bezerros nascidos entre 1945 e 2018.

Já sobre as próximas etapas para este projeto de pesquisa, o Dr. Berger disse que “mais dados também nos permitirão explorar os efeitos do ambiente nas relações entre irmãos e entrar em mais detalhes sobre os efeitos que os irmãos têm em aspectos específicos da saúde de um bezerro mais jovem, como imunidade, função muscular e variações hormonais.”

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