Um médico de Boston, nos Estados Unidos, está sendo bastante criticado depois de ter cochilado depois do almoço e perdido a hora de uma cirurgia que estava agendada. Segundo foi relatado, o profissional, Tony Tannoury, foi multado pela situação.

Além de multar o médico, que é chefe de cirurgia do Boston Medical Center, o Conselho de Registro em Medicina de Massachusetts emitiu um parecer dizendo que Tannoury “se envolveu em uma conduta que mina a confiança pública na integridade da profissão médica”.

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Réu confesso

Dr. Tony Tannoury recebeu uma multa de US$ 5.000 dólares. Crédito: Boston Medical Center/Divulgação

O médico confessou que dormiu em seu carro depois de almoçar e faltou a uma cirurgia eletiva no tornozelo de um paciente. O procedimento estava agendado para novembro de 2016. A operação foi feita por um outro profissional, que estava de plantão no hospital.

Segundo a porta-voz do hospital, Jenny Eriksen Leary, o resultado da cirurgia foi positivo. Além disso, o hospital foi bastante transparente com o fato de que o médico que conduziu a operação não era Tony Tannoury, mas um plantonista.

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O médico recebeu uma reprimenda por parte do hospital por não ter cumprido a regra que diz que os cirurgiões precisam estar presentes no centro cirúrgico durante as partes críticas das operações. Posteriormente, Tannoury foi multado em US$ 5.000 (cerca de R$ 28 mil) pelo conselho médico.

Tapinha nas costas

Contudo, apesar de parecer uma medida enérgica, alguns médicos não veem a punição como algo realmente firme. Segundo James Rickert, que é presidente da Sociedade de Ortopedia Centrada no Paciente, isso é apenas um tapinha nas costas do médico.

Para ele, se o conselho tivesse a participação de pacientes, a penalidade teria sido bem mais severa do que a reprimenda e a multa. À época, o caso de Tony Tannoury foi bastante comentado, com uma série de reportagens sobre um certo “descaso” de cirurgiões com pacientes.

Foi descoberto, por exemplo, que médicos abandonam cirurgias antes do término dos procedimentos ou realizavam duas operações ao mesmo tempo, sem que os pacientes fossem informados sobre isso.

Via: The Boston Globe

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