Nesta terça-feira (9), a Meta informou que passará a notificar pessoas que proferirem discurso de ódio no Instagram e no Facebook em língua portuguesa. O recurso já existia para postagens em inglês.

O anúncio foi feito durante uma conferência sobre os padrões de comunidade das redes sociais do grupo. Além do português, outros idiomas que também serão testados para receber a ferramenta são o espanhol e o árabe. 

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Meta anunciou que vai aumentar a fiscalização sobre postagens de discurso de ódio no Facebook e no Instagram e enviar notificações para contas que fizerem isso em língua portuguesa. Imagem: Ink Drop – Shutterstock

Ainda não se sabe quando o recurso será colocado em prática no Brasil, mas acredita-se que, em breve, os usuários poderão receber avisos como: “este post pode conter linguagem racista e é contra as regras da comunidade”, um exemplo de notificação a que as contas em inglês estão sujeitas.

Essas mensagens vêm acompanhadas da seguinte advertência: “Se você publicá-lo, ele poderá ser ocultado para outras pessoas. Caso este comportamento continue, sua conta poderá ser excluída”.

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Brasil é um dos países com mais registros de discursos de ódio nas redes sociais

Segundo a Meta, a nova medida visa “educar e desencorajar as pessoas a postar algo que possa incluir discurso hostil, como bullying e assédio”.

De acordo com documentos internos da empresa vazados pela ex-funcionária Frances Haugen, o Brasil é um dos países que mais precisam de moderação de conteúdo, ao lado de Índia e EUA. 

Na conferência, a companhia também demonstrou os resultados de seus esforços de moderação de conteúdo no terceiro trimestre, especificando porcentagens de conteúdos problemáticos por rede social.

Segundo a empresa, no segundo semestre o índice de discursos de ódio era de 0,05% das publicações. Já nos últimos três meses, o número caiu para 0,03%. Além disso, houve redução também nas visualizações de conteúdos relacionados a bullying e de incitação à violência no Instagram e no Facebook.

Para a Meta, a baixa porcentagem de conteúdos problemáticos se deve a seus sistemas de inteligência artificial, capazes de detectar discursos de ódio em mais de 50 idiomas. A empresa disse também que conta com equipes globais de revisão de conteúdo em mais de 70 línguas. E, para completar, garante ter realizado investimentos específicos em países em situação de conflitos.

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