O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz) informou por meio de nota que os dois pacientes que estavam com suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como a doença da vaca louca, não tiveram confirmação diagnóstica.

De acordo com informações da Agência Brasil, eles “estão com suspeita da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)”, condição neurodegenerativa de rápida progressão e que não é a mesma que causa o mal da vaca louca.

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“Reiteramos que os pacientes estão internados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 do INI e que ambos os casos não têm confirmação diagnóstica”, disse vice-diretor de Serviços Clínicos do INI, Estevão Portela Nunes, em nota, ressaltando que a forma da doença não tem a ver com o consumo de carne.

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Casos de vaca louca no Rio não tem relação com consumo de carne, afirma Fiocruz. Imagem: Jessica McGovern/iStock

Em outra nota oficial, o INI também informou que a situação clínica dos dois pacientes está sendo avaliada pela Fiocruz.

“Detalhes que possam identificar os pacientes não serão divulgados em respeito à confidencialidade da relação médico-paciente, de acordo com o estabelecido pelo Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina”, ressaltou.

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) também confirmou via comunicado oficial na quinta-feira (11) que os casos de doenças investigados pela Fiocruz se tratava de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

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A doença da vaca louca

A doença da vaca louca ficou conhecida nos anos 80 e 90 depois de um surto no Reino Unido onde milhões de cabeças de gado foram abatidas. A condição afeta a atividade cerebral e é degenerativa e fatal. Considerada uma zoonose, a doença afeta humanos se houver o consumo da carne contaminada do gado.

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