Depressão e ansiedade são as doenças do século, principalmente quando se trata de adolescentes e jovens adultos. Com o isolamento social, causado pela pandemia global da Covid-19 em 2020 e 2021, os problemas decorrentes desses dois transtornos mentais ficaram ainda mais evidentes.

Porém, estudos sobre depressão e ansiedade em adolescentes e jovens têm sido feitos desde antes da pandemia. Uma dessas pesquisas reuniu profissionais de diversas áreas e pessoas interessadas no assunto, mas sem atuação profissional em relação ao tema.

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Relatório amplo

Concentrada em “aspectos-chave das vias causais da depressão em jovens”. Entre o que foi investigado, estão questões genéticas, epigenéticas e da flora intestinal. Porém, o que deu destaque ao estudo foram as observações sobre o papel da dieta, dos exercícios e do sono.

Os resultados de um relatório que teve como base uma série de workshops online realizados entre novembro de 2019 e janeiro de 2020, trouxeram resultados interessantes sobre o papel da dieta e dos exercícios físicos na redução da depressão e da ansiedade em jovens.

Segundo Christopher Lowry, professor associado de fisiologia integrativa da Universidade Boulder, no Colorado, a dieta e a nutrição são alguns dos principais fatores de influência na saúde mental. Porém, as pessoas subdimensionam a importância desses fatores.

Acessível, porém, difícil

lanches de fast food
Escolas de países como Estados Unidos e Reino Unido não costumam oferecer comida saudável em suas cantinas. Crédito: Shutterstock

Para Lowry, apesar de as dietas e exercícios serem as formas mais acessíveis de se reduzir a depressão e a ansiedade em adolescentes e jovens, elas também podem ser as mais difíceis. Isso acontece porque exigem mudanças profundas no estilo de vida das pessoas.

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Além disso, em alguns países, como Estados Unidos e Reino Unido, a alimentação oferecida nas escolas é de baixa qualidade. Segundo Lowry, hoje, os adolescentes só têm acesso a alimentos ricos em sal, açúcar e gordura nas cantinas dos colégios.

Outro ponto de preocupação são as aulas de educação física, que, além de não serem obrigatórias, não abarcam uma gama variada de esportes. Isso faz com que muitas crianças não tenham um primeiro contato com os esportes, o que torna mais difícil “pegar gosto” mais tarde.

Via: Medical Xpress

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